Levantamento acontece ao longo dos próximos cinco meses. Focos de febre aftosa foram detectados ano passado no país. Locais abrangem uma área considerada de risco onde estão 200 milhões de bovinos não só do Paraguai, mas de países vizinhos.
Estudo soroepidemiológico será realizado no Paraguai

Depois de dois focos de febre aftosa identificados no Paraguai no ano passado, o país será submetido a um inquérito soroepidemiológico em todo o seu território nos próximos meses. De 13 a 15 de junho, representantes dos serviços veterinários oficiais do Brasil, Paraguai, Chile e Uruguai estiveram reunidos em Brasília para a definição de um plano de trabalho do estudo.
O encontro – convocado pelo Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (CVP) e pelo Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa) – teve como objetivo definir critérios técnicos, prazos e responsabilidades para a execução do inquérito soroepidemiológico no Paraguai. Ao final, uma proposta foi encaminhada para análise do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal do Paraguai (Senacsa, sigla em espanhol) e do CVP, que serão os responsáveis pela realização do processo. Ao Panaftosa caberá a coordenação do estudo, previsto para durar cerca de cinco meses.
“Inicialmente, pretendemos definir como será feita a coleta e a análise do material, além de fazermos um desenho amostral de onde os animais serão sangrados. É a primeira vez que um inquérito nacional é feito com uma coordenação internacional, o que demonstra que estamos colocando em prática o trabalho em conjunto do bloco”, destaca o diretor do Departamento de Sanidade Animal (DSA) do Ministério da Agricultura e atual presidente do CVP, Guilherme Marques.
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Segundo o epidemiologista do Panaftosa, José Naranjo, a partir dessa etapa as autoridades poderão verificar qual o nível de preparação dos técnicos paraguaios, se haverá necessidade de capacitação e qual a capacidade de análise da rede de laboratórios do país. Conforme ele, a prioridade inicial é ajudar o Paraguai a identificar a situação sanitária de todo o seu território.
“Não há muita clareza na origem da doença. Queremos fazer um levantamento com transparência e com essas informações orientar melhor os esforços. Existe cerca de 200 milhões de bovinos na área considerada de risco, o que representa 80% das exportações da América do Sul’, alerta Naranjo.





















