Aumento da demanda em Santa Catarina, vai reduzir a disponibilidade interna, favorecendo o Estado.
MS pode entrar na lista de exportador de carne suína processada aos EUA

Apesar do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ainda não ter divulgado a lista de estados livres de febre aftosa com vacinação que poderão se habilitar a exportar carne suína processada para os Estados Unidos, Mato Grosso do Sul vai ser favorecido com a abertura do mercado, anunciada ontem, pelo governo. Isso porque, o aumento da demanda em Santa Catarina, a primeira a ser autorizada a comercializar carne in natura para o país, vai reduzir a disponibilidade interna, uma vez que é um dos principais produtores de suínos do Brasil.
“Certamente teremos um cenário, a curto prazo, de preços melhores ao produtor, que vinha sofrendo com a baixa remuneração. Mas além do aumento da demanda, a quebra na safra de milho vai elevar o custo de produção – obrigando a indústria a melhor remunerar”, explica o analista de mercado da Rural Business, Júlio Brissac.
Para o consultor pecuário João Pedro Cuthi Dias, esse será apenas o começo de uma abertura de diversos mercados internacionais, já que a demanda mundial por alimentos é crescente. Somente a China, por exemplo, consome 45 milhões de toneladas de carne suína por ano. “Mato Grosso do Sul tem ainda a vantagem da possibilidade de crescimento frente esse aumento de demanda, o que grandes estados produtores não têm, por já terem atingido sua capacidade total. Temos ainda produção de milho e farelo de soja – usados na ração – abundante, o que nos incentiva ainda mais a crescer no setor”, pondera.
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Atualmente o Estado abate cerca de 72 mil cabeças de suínos por dia, segundo a Superintendência Federal da Agricultura (SFA). O rebanho é de pouco mais de um milhão de animais. O órgão informou que até agora nenhuma informação foi repassada pelo Mapa, no sentido de habilitação de unidades frigoríficas de MS para enviar carne processada aos Estados Unidos.





















