Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,07 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,58 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,56 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,17 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,05 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 171,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 190,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 193,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,44 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.296,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.167,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 191,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 162,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 162,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 178,54 / cx
Economia

Os sete desafios do agribusiness – a jornada dos próximos 10 anos

Leia artigo de José Luiz Tejon Megido, diretor vice presidente de Comunicação do Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável e comentarista da Rede Estadão-ESPN.

Compartilhar essa notícia
Os sete desafios do agribusiness – a jornada dos próximos 10 anos

Com muito mais sensores sendo inventados e usados no mundo, passamos a auscultar, medir e saber coisas que ignorávamos. Mais rastreabilidade, mais análise sensorial, lá vamos no agribusiness com um dos desafios dentre os 7, de significativa importância e predominância: O REINO DE AVATAR. Uma geração de clientes e de consumidores cada vez mais sensíveis e sensibilizados pelas informações da sustentabilidade em todos os níveis. A Coca Cola manda analisar os lotes de suco de laranja que recebe para processar seus refrigerantes e detecta resíduos de Carbendazin, por exemplo. Esse defensivo é usado para o controle da pinta preta na laranja. Ela fica não estética, porém o aspecto da saudabilidade passa a contar. E se tem algo que a Coca Cola, e todos os processadores e redes de varejo do mundo, não querem, é ter problemas com reclamações e riscos de saúde dos seus clientes. Portanto, estabelece-se a discussão, e os técnicos vão debater, se 30 partes por bilhão na laranja, é nocivo ou não, e por que o Japão aceita 3 mil, e a Europa 200 partes por bilhão, e o que vão fazer com os Estados Unidos que tem na sua regra zero, ou 10, o que é praticamente zero? Um desafio crescente é exatamente esse dos sensores e da ampliação da sensibilidade e de baixíssimos limiares à questão da saúde humana e do planeta.

O segundo desafio é sobre as terras agricultáveis. O mundo precisará dobrar sua oferta de alimentos e de energia renovável. Os dados da FAO dizem que 70% desse aumento virá da tecnologia, 10% da intensidade de ciclos agrícolas na mesma área e os restantes 20%, esses sim – advindos de novas áreas agrícolas. Quer dizer, terra passou a valer ouro. A expansão de novas fronteiras ficou limitada e a relação de posse das terras agricultáveis muda de figura, sendo um dos ativos que mais valorizaram no mundo nos últimos 5 anos. O Brasil ao lado do Sudão, na África, são as duas reservas maiores do planeta, neste quesito. O terceiro desafio é o da população: gente. Crescemos à proporção de 4 novos nascimentos por segundo. Seremos 9 bilhões, já somos 7 bilhões. E este novo habitante está completamente conectado e inter-ligado. A internet amplia a ética situacional do passado, e além das conexões via celulares, computadores, televisores, ela vem ai agora na nova Internet das coisas. Quer dizer, no chuveiro, no micro ondas, no fogão, no carro etc. O quarto desafio é não só a produção alimentar, que deve dobrar, mas a qualidade da mesma. Matérias primas produzidas a partir do campo passam a importar cada vez mais na análise percebida das marcas dos processadores e distribuidores de alimentos, fibras, energia, proteínas e demais derivados do agronegócio. Alimento e energia, sua produção, distribuição e percepção pelos mercados interconectados se transformam em um novo desafio para a gestão de toda a cadeia de valor, desde o antes, passando pelo dentro e pelo pós porteira das fazendas.

O 5º. Desafio a inovação, a adoção, a gestão da tecnologia e seu ciclo de vida. O problema não é mais contar com uma tecnologia avançada, a necessidade é que precisamos contar com mais do que uma. Essa diversidade tecnológica de ponta vai exigir de agricultores, da indústria química, mecânica, da genética, e dos processadores um nível de diálogo “online”. A área acadêmica, a escola e a pesquisa pública não resistirão à ausência de velocidade, bem como a governança do agronegócio será cada vez mais fundamentado nos conselhos setoriais. Na tecnologia, as reservas dos germoplasmas locais será fator de gestão de risco e de segurança ambiental, político e de interesse nacional. O 6º. Desafio é a questão: Quem será o produtor rural em 2022? Daqui a 10 anos, quem será, como serão, quantos existirão? Quais os segmentos, os nichos? Quais as competências desse novo quadro humano de produtores para os próximos 10 anos? O presente passou a ser o resultado do futuro. O que já temos agora, quais os sinais que já captamos neste instante que nos revelam a jornada e a janela do amanhã? Antever os movimentos é um desafio essencial para todos os agentes envolvidos no agribusiness, e que será fundamental para a construção de “brands” que resistam ao tempo. Produto é o que fazemos na indústria ou no campo, marca é aquilo que construímos na mente apaixonada dos seres humanos. E, se o produtor é esse universo a ser revisto, incluindo a imprevisibilidade cíclica do mundo, onde numa crise européia, por exemplo, começamos a assistir um êxodo ao contrário: urbanos abandonam as cidades e iniciam novos negócios no campo; as velhas “quintas” passam a ser vistas como fontes de qualidade de vida, e também, de empreendedorismo; se isso tudo configura uma das questões que mais intrigam os atuais executivos gestores dos agronegócio, entra aqui o 7º, desafio : Marketing. O velho e bom marketing: agronegócio sem marketing é só agro, sem negócio: que significa colocar a mente humana de todos os stakeholders no centro das mesas de decisões dos negócios, e do agronegócio. O quanto sabemos desse exército de novos clientes oriundos da base da pirâmide planetária? Desses atuais 7 bilhões, praticamente a metade é de novos entrantes. Se o macarrão, por exemplo, tem penetração e capilaridade em 100% das residências do Brasil, e somos o 3º maior mercado do mundo nas massas, é agora, com a ascensão da classe C, quase 100 milhões de consumidores ávidos pelas vontades consumistas, que começou a haver a penetração das novas massas recheadas. Do “spaghetti” ao caneloni é a jornada que já está em veloz penetração. E, da mesma forma nas carnes, leite, hortifrutis, fibras, cana, cacau, arroz… ou seringueiras .

Terra, pessoas, alimento e energia, o Reino de Avatar, tecnologia, o produtor do futuro, e o marketing. A síntese dos 7 desafios do agribusiness. Como será 2022? 10 anos à frente do nosso tempo?

O diálogo com a sociedade é fator “sine qua non” por parte de todos os agentes envolvidos no agronegócio, e construir empresas com uma nova inteligência pedagógica passa a ser vital. Na educação antiga éramos levados a primeiro pensar, depois fazer e se desse um dia na vida: sentir. A expressão lúdica, moderna, começa pela arte do fazer, ao fazer sentimos e ao sentir pensamos. Essa prudência é sagrada para não cairmos nos grandes erros das decisões de líderes bem intencionados, mas que caem no pecado das distrações. A velocidade mudou, é quase instantânea e todos esses 7 macro desafios do agribusiness precisam estar embalados pela altíssima velocidade de um novo hibrido: faz, sente e pensa.

Jose Luiz Tejon Megido, dirige o núcleo de agronegócio da ESPM. Diretor Vice Presidente de Comunicação do CCAS – Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável/ Comentarista da Rede EstadãoESPN

Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,07
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 120,94
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,58
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 9,56
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,17
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,05
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 5,67
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,77
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,84
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 173,38
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 171,06
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 190,92
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 193,96
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 164,00
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 187,44
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,29
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.296,92
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.167,80
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 191,91
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 162,33
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 162,56
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 178,54
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341