Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Insumos

No Brasil, 22% dos insumos foram importados em 2011

De acordo com a CNI, o avanço de insumos, partes e peças adquiridos do exterior continua forte em 2012.

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No Brasil, 22% dos insumos foram importados em 2011

A indústria de transformação brasileira bateu recorde no uso de insumos importados em 2011. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentado ontem em Brasília, o equivalente a 22,4% dos insumos utilizados pelos fabricantes brasileiros para produzir, no ano passado, foram importados – o maior patamar da série histórica, iniciada em 1996. De acordo com a CNI, o avanço de insumos, partes e peças adquiridos do exterior continua forte em 2012.

O estudo da CNI mostra, também, que o custo com insumos importados foi superior à receita com exportações em dez setores da indústria de transformação no ano passado. Em 2005, isso acontecia em cinco setores. “Os setores foram se estruturando dessa forma. Passaram a substituir insumos nacionais na sua cadeia pelos importados e abandonaram a exportação”, explica Marcelo de Ávila, economista da CNI.

Na indústria de transformação, o chamado coeficiente de exportação líquida ficou em 3% no ano passado, ante 3,4% em 2010, e 11,6% em 2005. Isso significa que houve redução na diferença entre o valor exportado em comparação com o total gasto com insumos importados no setor. A indústria como um todo, considerando a extrativa mineral e de petróleo, registrou um coeficiente superior, 9%

Como a atividade da indústria mineral está mais relacionada a recursos naturais, esse setor não é tão afetado por variações cambiais, ressalta Ávila. “A indústria de transformação sofre mais, porque é menos competitiva” e então recorre à substituição por importados para se proteger do câmbio. Apesar de perder força nas exportações com a valorização do real, os setores mais vinculados a insumos estrangeiros compensam parte dos efeitos da valorização da moeda doméstica com a queda no custo de produção.

A utilização de insumos importados é heterogênea no parque industrial nacional. Enquanto os fabricantes de alimentos e bebidas e também os fabricantes de produtos de madeira, cujos insumos são fartos no Brasil, utilizaram apenas 4,5% e 5,9% de importados na produção, em outros setores, como as indústrias química e metalúrgica, os importados já representam quase metade dos insumos utilizados na produção.

O avanço dos insumos importados na indústria metalúrgica apresentou o ritmo mais acelerado – passou de 26,2% do total, em 2005, para 46,4% no ano passado. Economistas da CNI avaliam que os insumos importados devem representar mais da metade do utilizado pela indústria metalúrgica neste ano.

Para o consumidor final, o salto das importações que competem com os bens produzidos pela indústria de transformação também foi expressivo. Essa participação passou de 14,5% do total de bens e mercadorias consumidas em 2005, ano em que se inicia o ciclo de crescimento econômico, para 18,5% em 2011. Setorialmente, esse aumento da presença de produtos vindos do exterior foi bem mais marcante: em bens de informática, por exemplo, ela passou de 44,1% para 51% apenas entre 2009 e 2011. Em aparelhos de áudio e vídeo, ela passou de 22,8% para 37,1% na mesma comparação, enquanto em têxteis ela foi de 13,3% para 18,5%.

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