Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
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Restrições derrubam as importações na Argentina

Barreiras às importações cumprem seu papel e Argentina tem em fevereiro o maior superávit mensal desde maio, atingindo US$ 1,341 bilhão.

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Restrições derrubam as importações na Argentina

As barreiras impostas pela Argentina para importações estão cumprindo seu papel: o país teve em fevereiro o maior superávit mensal desde maio, atingindo US$ 1,341 bilhão de saldo. O resultado foi obtido graças à retração das importações, que somaram apenas US$ 4,757 bilhões, o menor resultado dos últimos 14 meses. As exportações foram de US$ 6,1 bilhões, ligeiramente acima dos US$ 5,9 bilhões registrados no mês passado, mas abaixo dos US$ 6,3 bilhões vendidos em dezembro.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a Argentina reduziu as importações em 1%, sendo que, nos últimos 12 meses, a economia se expandiu muito: 9% de acordo com os dados oficiais, que tomam como base um índice de preços questionado pelos agentes privados, ou 7% segundo diversos consultorias de economia.

.O resultado enfraquece a explicação dada pelo presidente da União Industrial Argentina (UIA), José Ignacio de Mendiguren, ao comentar o resultado. “A redução das importações na Argentina sempre esteve vinculada ao nível de atividade da economia e, desde novembro, estamos vivendo uma desaceleração”, comentou o dirigente, logo após encontro com o presidente da brasileira Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Mendiguren e Braga se reuniram para elaborar a pauta do encontro de um fórum de 20 empresários com os chanceleres do Brasil e da Argentina, que deve ocorrer em maio.

O dirigente brasileiro admitiu que, no caso brasileiro, houve uma redução de 22% nas vendas do país para a Argentina em fevereiro, segundo uma pesquisa preliminar entre os exportadores, e atribuiu diretamente o resultado às barreiras que entraram em vigor em 1º de fevereiro. Nesse dia, o governo argentino começou a exigir uma declaração jurada de todos os importadores, e as operações passaram a depender de um aval dos órgãos do governo. Na prática, isso foi equivalente a estender o regime de licenças não automáticas a toda a economia. Até a entrada em vigor da medida, o ritmo das compras argentinos era outro: em janeiro, as importações foram 10% superior às registradas no mesmo mês do ano anterior.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (Indec), as maiores reduções de importação com base no mesmo mês de 2011 foram de telefones celulares, aviões, caminhões, tubos soldados para oleodutos e gasodutos, minério de ferro, açúcar, carne suína, geladeiras e máquinas de fotografia digital. Houve aumento de importações para o setor automotivo e de circuitos de componentes elétricos.

De longe o comércio mais atingido foi com o Mercosul, no qual a relação bilateral com o Brasil é a mais relevante. Segundo o relatório do governo argentino, no último mês houve uma queda de importações do Mercosul de 16%, em relação ao mesmo mês do ano anterior, muito acima do registrado com os outros grandes blocos. No comércio com os países do Nafta (EUA, México e Canadá), houve uma queda de importações de 8%. Com os países da Ásia as compras subiram 9%, e com a União Europeia as importações se elevaram 19%, graças a compras de alto valor agregado, como estações de celulares da Finlândia, por exemplo.

Em relação às exportações, o maior desaquecimento também se deu com o Mercosul, onde houve uma retração de 4%. Com o Nafta, a redução foi de 3%. Já em relação à Ásia houve um aumento de 8% nas vendas e com a União Europeia, uma elevação de 15%, graças ao comércio de biodiesel.

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