Custo de produção continua alto, mas a atividade voltou a dar lucro. Criador consegue lucrar cerca de R$ 0,40 por quilo do animal.
Suinocultores de MG comemoram a reação no preço da carne suína

Os suinocultores de Minas Gerais comemoram a reação no preço da carne suína. O custo de produção continua alto, mas a atividade voltou a dar lucro.
Depois de quase três meses muito desanimado com a atividade, o suinocultor Saulo de Deus Vieira voltou a trabalhar mais aliviado. Os custos de produção continuam muito altos por causa do valor da soja e do milho, ingredientes usados na ração dos porcos. Mas o preço da carne também reagiu. O criador consegue uma média de R$ 3,10 pelo quilo do animal vivo. Com isso, o lucro chega a R$ 0,40 por quilo. Toda semana a granja, em Patos de Minas, entrega 650 para o abate.
“O meu custo está por volta de R$ 2,70. Com isso gente está tendo uma margem de ganhos, que nos dá uma perspectiva de conseguir fechar o ano numa situação um pouco melhor”, diz Vieira.
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O aumento no consumo da carne suína nas festas de fim de ano nos próximos meses anima os criadores de suínos. Além disso, o presidente da Cooperativa dos Suinocultores de Patos de Minas, Cláudio Nasser de Carvalho, diz que a abertura de novos mercados para exportação e a diminuição da oferta da carne de suíno no mercado contribuíram para que o preço esteja mais alto.
“Nós tivemos preços muito baixos nos últimos meses. Com a alta das commodities, a rentabilidade do suinocultor caiu muito. Com isso houve um grande abate de matrizes, diminuindo a oferta de cevados agora para o final do ano, contribuindo para essa recuperação dos preços que estamos vendo”, diz Carvalho.
O criador Paulo Veloso, de Carmo do Paranaíba, também já percebeu as mudanças no bolso. Toda semana, a propriedade envia 800 animais para o abate. “Desde o início do ano a gente vem trabalhando no vermelho. Agora, a expectativa é que vamos sair do vermelho. Melhorou o preço e a procura aumenta também”, diz.























