Quebra na safra americana elevou a exportação brasileira. Movimentação financeira é um estímulo para quem apostou na cultura
Aumento na exportação do milho ajuda a manter o preço em alta

O estado de Goiás é um dos maiores produtores de milho do país. O plantio da safra de verão está praticamente encerrado e as lavouras estão se desenvolvendo bem.
Esta safra foi plantada com mais dinheiro no bolso porque o preço do grão não para de subir, uma alegria para os produtores que ainda têm o produto armazenado para vender.
Nos últimos 30 dias, a alta é de 5% e de um ano para cá, a valorização chega a 30%. Na região de Rio Verde, a saca está saindo por R$ 27 e o bom preço tem a ver com o mercado internacional.
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Os estoques mundiais estão baixos por conta da quebra na safra dos Estados Unidos. O Brasil aproveitou o momento e exportou mais, cerca de 13 milhões de toneladas, de janeiro a outubro, quase 70% mais do que o exportado no mesmo período do ano passado.
No Paraná, na safra de verão sempre tem milho na propriedade de Joaquim Laginski, uma cultura que o agricultor faz questão de manter por causa da rotação de cultura. Nesta safra, Joaquim plantou 88 hectares, 15% a menos que no ano passado.
Em todo o estado, a área plantada com milho primeira safra deve ter redução de 13%. Muita gente preferiu deixar o milho para a segunda safra. “Na época do plantio do milho, o preço estava em queda e o preço da soja estava em alta, o que levou o agricultor a migrar do milho para a soja, inclusive vendendo antecipadamente. Hoje o milho recuperou o preço e está muito bom”, explica Joaquim.
Se comparado com um ano atrás, o milho vale 30% mais. No fim de novembro de 2011, o produtor vendia a saca de 60 quilos por R$ 20,40, hoje o valor chega a R$ 26,50, mais de R$ 6 de diferença.





















