Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Biocombustível

Produção de biodiesel cresce no Paraná, mesmo com desafios

Estruturação da cadeia produtiva faz-se necessária para que a demanda da indústria seja atendida e para aumento da oferta de matéria-prima.

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Produção de biodiesel cresce no Paraná, mesmo com desafios

O Paraná é responsável por 4,3% da produção nacional de biodiesel, que em 2011 totalizou 2,6 bilhões de litros. No ano, a produção paranaense foi de 114,8 milhões de litros, volume 65% superior ao de 2010, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A tendência para os próximos anos é de crescimento, mas o setor ainda enfrenta desafios para conquistar a expansão, como ausência de políticas públicas para fomento da atividade, necessidade de desenvolvimento de pesquisas para ampliação de variedades produtivas e de adaptação da infraestrutura industrial para extração de óleo, bem como a garantia de viabilidade econômica para produção de oleaginosas além da soja.

O assunto foi debatido na sexta-feira (23) durante o seminário ”Produção de Biodiesel: Aspectos agronômicos e perspectivas futuras”. O evento, promovido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), reuniu cerca de 100 estudantes de graduação no auditório do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). O professor da UEL e coordenador do evento, Rodrigo Ferreira, argumenta que a demanda por energias renováveis é crescente e motiva as perspectivas otimistas para o setor. ”O governo quer mostrar o Brasil como vitrine da produção de biodiesel e uma das medidas tomadas foi a determinação do B5, em que 5% do diesel comercializado deve ser composto por biodisel”, afirma.

No entanto, o Brasil ainda enfrenta grande dependência da soja, que responde por mais de 90% da produção nacional de biodiesel e quase a totalidade produzida no Paraná. ”Com os preços elevados, é difícil quebrar o ciclo de soja e milho nos campos paranaenses, mas é preciso mostrar que o biodiesel de outras oleaginosas pode ser uma alternativa rentável para pequenos produtores”, comenta Ferreira.

O Paraná possui atualmente três indústrias processadoras de biodiesel, que somam uma capacidade diária de produção de 455,7 mil litros. Além disso, três novas plantas já receberam autorização para construção, segundom a ANP, o que deve ampliar a capacidade instalada em mais 1,7 milhão por dia. Entretanto, a demanda das indústrias não é acompanhada pelo aumento da produção. ”O Brasil tem potencial industrial para chegar ao B10, com 10% de participação de biodiesel no diesel, mas o gargalo é a falta de matéria-prima”, alega o pesquisador da Iapar Ruy Seiji Yamaoka.

Yamaoka argumenta que não é possível evitar a predominância da soja como fonte de biodiesel, mas é preciso pensar em modos alternativos de produção para inclusão de outras oleaginosas na safra paranaense. ”Nas áreas ocupadas pela combinação soja e milho safrinha, podemos investir em safrinhas de girassol e amendoim, e também na produção de canola no inverno”, indica. O pesquisador reforça que ainda é preciso investir em pesquisa para a descoberta de matérias-primas de valor agregado e que possibilitem melhor aproveitamento do grão, bem como para domínio agronômico das culturas pouco disseminadas. ”Não adianta forçar as indústrias a se adaptarem para receber determinados materiais se a produção ainda não estiver estabilizada e com as características fisiológicas profundamente conhecidas”, explica.

O seminário ainda debateu a importância da determinação de zoneamento agroclimático para as culturas com potencial produtivo de biodiesel. A expectativa é de que o produtor tenha mais estímulo para produzir com acesso à financiamento e seguro rural. Durante o evento, os estudantes também receberam informações sobre as potencialidades produtivas de microalgas para geração de energia. A pesquisa do Iapar sobre a cultura já está em fase industrial e mostra que o teor de óleo das microalgas pode chegar a até 60%, segundo a pesquisadroa Diva Souza Andrade.

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