Custos da suinocultura em MT estão maiores que preços de venda. Produtor calcula prejuízo de até R$ 0,25 por quilo do animal vivo.
Suinocultor com prejuízo

Suinocultores de Mato Grosso calculam prejuízos de até R$ 0,25 por quilo do animal vivo comercializado com outro estado. O resultado é a diferença entre o custo de produção do quilo do animal, estimado em R$ 2,15 e o valor negociado no mercado que está em torno de R$ 1,90. O diretor-executivo da Associação dos Criadores de Suínos (Acrismat), Custódio Rodrigues, explica que para não perder a competitividade os preços são mantidos abaixo do custo de produção.
Ele comenta que a alta tributação estadual é um dos principais empecilhos para a rentabilidade da cadeia suína mato-grossense. A categoria espera que o governo de Mato Grosso atenda a reivindicação do setor, que pede a isenção o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a venda interestadual do animal vivo. “Esperamos que, pelo menos, reduza de 12% para 7%, que é o mesmo índice concedido ao setor da bovinocultura mato-grossense”.
O pedido foi formalizado em um encontro com o governador Silval Barbosa (PMDB) realizado no fim do mês passado. Rodrigues lembra que a demora para que o governo tome uma decisão implica em prejuízos financeiros para o setor. Conforme ele, desde janeiro outros estados estão trabalhando com o imposto reduzido para compensar os produtores.
Leia também no Agrimídia:
- •Clima favorável eleva estimativa da safra de verão e Brasil caminha para colheita recorde de milho
- •Comitiva da ABPA reforça relações institucionais com a China na CIIE 2026
- •FPA negocia mudanças na MP das dívidas rurais para destravar crédito antes do fim do prazo de validade
- •Renúncia de Peña e colapso bancário colocam agronegócio paraguaio em alerta sobre crédito, câmbio e investimentos
Para o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Marcel de Cursi, a redução do ICMS ainda está em fase de estudos. Ele observa que a análise é necessária para verificar se os cofres estaduais suportam mais uma desoneração. A resposta ao setor não tem data definida, mas o governo afirma que a possibilidade de zerar o imposto não está descartada.






















