Comercialização e o abate de suínos pesados permite a obtenção de carne de alta qualidade e maior lucratividade da cadeia.
Agroceres PIC reúne suinocultores, representantes da indústria e do varejo para discutir as vantagens do abate de suínos pesados
A Agroceres PIC realizou no dia 11 de abril, em Governador Valadares (MG), uma reunião com suinocultores e representantes da indústria e do setor varejista mineiro, para discutir as vantagens do abate de suínos pesados. O encontro, realizado na sede da rede Coelho Diniz Supermercados, contou com a participação de cerca de 30 pessoas, entre produtores de suínos, funcionários do Frigoleste e açougueiros e supervisores de sete lojas da rede Coelho Diniz.
Na oportunidade, o mestre-açougueiro Daniel Furtado demonstrou, na prática, as principais características, diferenciais e benefícios das carcaças de animais abatidos mais pesados (120 quilos) em comparação a carcaça de animais leves (entre 90 e 100 quilos). “A comercialização e abate de suínos mais pesados é uma tendência mundial e permite a obtenção de carne de alta qualidade e uma maior lucratividade para todos os elos da cadeia produtiva de suínos”, explica Marcelo Cardoso, consultor Técnico-Comercial da Agroceres PIC. “Nosso objetivo ao promover essa reunião foi justamente mostrar as vantagens de se usar a carcaça de animais abatidos mais pesados e o potencial dos animais da Agroceres PIC para tal prática”, completa. A indústria utiliza o termo “suíno pesado” para designar animais abatidos com pesos superiores a 100 quilos (entre 100 e 130 quilos).
Vantagens – Tendência verificada em todos os países grandes produtores de suínos, o abate de animais mais pesados vem ocorrendo também no Brasil. Na última década, o peso médio das carcaças de suínos aumentou no País. De acordo com Cardoso, esse movimento acontece pelas vantagens econômicas geradas pelo uso de carcaças de animais mais pesados. “Sob o ponto de vista do suinocultor, há uma maior produção de quilograma de carne por matriz ao ano. Além disso, há também uma diluição de alguns custos de produção, já que os suínos durante a fase de terminação são criados em instalações mais simples, crescem mais rápido e consomem uma ração mais barata”, afirma.
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O abate de animais mais pesados é igualmente vantajoso para frigoríficos e supermercados, explica o técnico da Agroceres PIC. Segundo Cardoso, a adoção de tal prática representa a redução de custos operacionais como logística, infraestrutura e mão de obra. “Com o abate de suínos mais pesados os frigoríficos e supermercados obtêm maior quantidade de carne por hora trabalhada, diluem os custos fixos da empresa e, ao mesmo tempo, conseguem ampliar o valor agregado de carnes nobres, como pernil, lombo e paleta”, comenta.
Importância da genética – Mas não basta apenas “segurar” os animais na granja para aumentar o peso do abate. Para que o abate tardio seja viável economicamente, os animais precisam receber atenção especial durante sua criação e, principalmente, ter potencial genético para tanto. “A Agroceres PIC desenvolve animais de alto potencial genético, ideais para atender a padrões modernos de processamento e comercialização”, afirma Cardoso. “São animais que apresentam alta deposição de carne magra na carcaça com maior eficiência de crescimento”, completa. Segundo ele, em virtude dos avanços do programa genético da Agroceres PIC, o percentual de carne magra na carcaça dos animais desenvolvidos pela empresa acompanhou seu aumento de peso. “O abate de suínos Agroceres PIC com 120 quilos representa um significativo percentual a mais de carne na carcaça em comparação ao abate de suínos de 90 quilos”, diz.
Para Cardoso, os objetivos da Agroceres PIC ao promover o evento foram plenamente alcançados. “A reunião foi muito produtiva. Contamos com a participação de todos os segmentos do setor suinícola e pudemos mostrar os benefícios do abate tardio e o potencial das linhagens da Agroceres PIC”, avalia.





















