Americana Pilgrim’s Pride afirma que seu modelo de negócios dos EUA depende de aumento da demanda. Empresa teve prejuízo de US$ 123 milhões.
Avicultura em crise
O executivo-chefe da companhia norte-americana Pilgrim’s Pride, Bill Lovette, afirmou que a lucratividade da indústria de aves dos Estados Unidos vai depender de uma melhora na demanda e não apenas de amplas reduções na oferta. Embora sejam necessários “cortes sustentados de produção” para colocar as companhias de aves de volta no azul, Lovette também comentou que a demanda nos Estados Unidos tem sido decepcionante, especialmente se for considerado que o preço do frango é mais baixo do que as cotações de suínos e bovinos, que subiram para níveis recorde neste ano.
“Nosso modelo de negócios não é sustentável nesses níveis”, disse Lovette em conferência, referindo-se ao prejuízo de US$ 128 milhões registrado pela Pilgrim’s no segundo trimestre. Assim como outras companhias de frango, ela foi atingida pela alta dos preços do milho, além da queda dos preços do peito de frango. Ele explicou que o típico aumento da demanda no verão do Hemisfério Norte não ocorreu.
Lovette acrescentou que a indústria está mostrando seu comprometimento com a redução da produção, para trazer a oferta de volta a níveis administráveis. Ele espera que a produção seja reduzida de 6% a 8% até o fim do ano, mas não quis dizer se isso vai ocorrer no início do ano que vem.
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A companhia está tentando renegociar preços com os clientes para refletir as condições de mercado. Também revelou que fechará sua fábrica em Dallas, buscando mais eficiência, com redução modesta da produção geral. A Pilgrim’s reduziu sua projeção para as despesas de capital no ano, para US 120 milhões a US$ 130 milhões, menos do que a estimativa anterior, de US$ 150 milhões.
Lovette acrescentou que as medidas de corte de gastos vão acelerar no segundo semestre do ano e que a Pilgrim’s ainda está no caminho para poupar US$ 400 milhões neste ano. A companhia tem “ampla” liquidez, dizem autoridades. O custo elevado da ração continua sendo um desafio, embora Lovette tenha dito que a companhia está coberta em suas necessidades de milho até o fim do ano.
Ele acredita que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) tenha superestimado a área plantada com milho no relatório de 30 de junho, de modo que a tendência é de alta do cereal. As informações são da Dow Jones.





















