Safra de mamona é destinada à produção de biocombustíveis. Começou a colheita no sertão de Pernambuco. Agricultores estão com boa expectativa de renda.
Combustível de mamona
Raimundo Evangelista e Maria Francisca colhem a mamona na pequena propriedade que fica em Serra Talhada, sertão de Pernambuco. Juntos, eles colhem os cachos e os deixam separados secando ao sol. O calor retira toda a umidade das bagas, a casca que envolve os frutos. Depois de três dias, os cachos podem ser esvaziados, momento em que os agricultores iniciam o ritual da batida.
Com a assistência técnica do Instituto Agronômico de Pernambuco, a mamona mudou a paisagem do sítio.
Segundo a última estimativa da Conab, a produção brasileira de mamona deve chegar a 136 mil toneladas, 36% mais que na safra passada.
Toda a produção de Pernambuco será comprada pela Petrobrás. Os preços são regulados e atualizados diariamente pela Bolsa de Mercados de Irecê, no sertão da Bahia.
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Em Serra Talhada, a produção deve chegar a 200 toneladas. Em Pernambuco, 42 municípios, com áreas reservadas, dedicam-se ao cultivo da mamona. Ao todo, são sete mil hectares e mais de 3.500 agricultores esperando lucro com a mamona. “A cultura da mamona tem o objetivo social de aumentar a renda do agricultor porque é uma cultura voltada ao agricultor familiar”, explica Fernando Nogueira, gerente regional do IPA.
Erilson Barbosa já sabe como investirá o dinheiro que vai receber pela entrega das mamonas. “Vou comprar ovelha, bode e gado, vou investir na propriedade”, diz.




















