Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,76 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 209,26 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,84 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.210,08 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 208,53 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 185,84 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 176,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 180,04 / cx
Biomassa

Pesquisa aponta potencial energético da biomassa em Alagoas

Estudo identificou, descreveu e analisou as características físico-químicas e energéticas dos resíduos agroindustriais do Estado.

Compartilhar essa notícia

A produção agrícola alagoana é diversificada, caracterizada por culturas permanentes, como o coco; outras semiperenes, como a cana-de-açúcar e pelas temporárias, como milho, algodão, arroz, mandioca, amendoim e feijão.

Foi devido ao subaproveitamento dos resíduos resultantes dessa diversidade de recursos agroindustriais que o engenheiro químico da Secretaria de Estado do Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplande), Edmundo Accioly, elaborou um estudo das características físico-químicas e o potencial energético da biomassa em Alagoas.

A pesquisa, realizada durante quatro anos pelo Instituto de Química e Biotecnologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi tese de doutorado do engenheiro, que apresentou seu trabalho em setembro desse ano e se tornou o primeiro doutor da Ufal na linha de pesquisa em Ciências e Inovação Tecnológica.

O estudo, voltado para a possibilidade de aproveitamento dos resíduos em fornos cerâmicos – segmento que passa por dificuldades com relação à indisponibilidade de fontes de energia a baixo custo-, identificou, descreveu e analisou as características físico-químicas e energéticas dos resíduos agroindustriais do Estado.

Para a caracterização dos resíduos, foram selecionadas as cinco principais cerâmicas do Estado. Distribuídas nos municípios de Arapiraca, Capela, Passo de Camaragibe e Maragogi, essas indústrias produzem blocos e telhas e consomem combustíveis não-renováveis. O poder calorífico, a umidade, a granulometria, o teor de cinza e a densidade foram algumas das propriedades analisadas.

“No Agreste, a quantidade de resíduos produzidos é suficiente para alimentar o forno de um tipo denominado Hoffmann, assim como a fornalha, durante um ano. Nas outras regiões, como Zona da Mata ou Norte, os resíduos suprem apenas durante uma parte do ano”, explicou o pesquisador.

De acordo com o engenheiro, existem cerâmicas no Estado que utilizam o coque – tipo de combustível derivado do Petróleo- que, se substituído por resíduos agroindustriais, pode gerar para o empreendimento uma economia de 30% a 40%. Além disso, também existem os benefícios ambientais, visto que os resíduos são considerados combustíveis renováveis.

Para Jackson Pacheco, secretário adjunto de Energia e Recursos Minerais da Seplande, a pesquisa fortalece o setor, já que aponta para a possibilidade de utilização de uma energia renovável numa importante área econômica. “As cerâmicas alagoanas representam aproveitamento de mão de obra local e geram, com isso, emprego e renda. A utilização de um combustível natural e mais barato pode acelerar o desenvolvimento desse tipo de indústria”, argumentou o secretário adjunto.

Florestas energéticas – Outra importante alternativa energética para o setor cerâmico de Alagoas é o cultivo e uso das chamadas florestas energéticas, em assentamentos rurais, tais como o plantio de eucalipto, pinus, capim elefante e espécies nativas, como o sabiá e o bambu. De acordo com a pesquisa, dos 102 municípios alagoanos, 39 tem assentamentos, equivalente a 3,2% da área total do Estado.

Para o estudo, o assentamento São Luiz serviu como base, distante 20 km de uma cerâmica do município de Capela. “Se 25% da área total do assentamento for destinado para o plantio de eucalipto, só no primeiro corte alimentaríamos a cerâmica de Capela durante dez meses, economizando R$ 13 mil por mês, trocando a lenha convencional pela energia gerada pelo eucalipto”, explicou o engenheiro químico.

Além de gerar uma economia para as cerâmicas, a opção do plantio de florestas energéticas pode proporcionar melhores condições financeiras aos assentados. “Eles terão a opção de comercialização, pois atualmente as cerâmicas compram a lenha nos Estados de Sergipe, Pernambuco e Bahia. Mas é necessário desenvolver uma política pública no sentido de incentivar esse aproveitamento”, destacou Edmundo Accioly.

Assuntos Relacionados
biomassapesquisa
Mais lidas

Atualizando dados.

Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,32
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,31
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 129,29
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,12
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,69
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,64
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,80
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 177,76
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 188,37
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 200,90
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 209,26
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 168,81
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 194,84
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,05
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,09
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.210,08
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.093,06
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 208,53
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 185,84
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 176,21
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 180,04
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341