Presidente Dilma Rousseff faz apelo ao G-20 para que “demonstre capacidade de resposta” aos desafios impostos pela crise econômica internacional.
Resposta à crise
Após encontro ontem em Maputo, a presidente Dilma Rousseff e o presidente de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, fizeram um apelo ao G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) para que “demonstre capacidade de resposta” aos desafios impostos pela crise econômica internacional.
Comunicado conjunto divulgado após o encontro afirma que “os dois chefes de Estado expressaram preocupação com a crise financeira internacional, tendo concordado em trabalhar em conjunto, bilateral e multilateralmente, para minimizar os seus efeitos. Nesse sentido, concordaram também que o G-20 deve voltar a demonstrar capacidade de resposta conjunta diante da atual situação econômica mundial, como ocorreu em 2008”.
Dilma e Guebuza reiteraram ainda o empenho em defesa dos “princípios democráticos, respeito aos direitos humanos, ao Estado de Direito e boa governança política e econômica”. Eles também se comprometeram a intensificar os esforços para o aprofundamento das relações entre Brasil e Moçambique.
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Os presidentes lembraram que há mais de 40 projetos bilaterais em andamento, nas áreas de agricultura, educação, ciência e tecnologia, saúde, formação profissional e energia. Um dos destaques é para a fábrica de antirretrovirais e outros medicamentos em Moçambique, que tem o assessoramento técnico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), além do suporte financeiro do Brasil.
Ontem, pela primeira vez, o governo de Moçambique manifestou-se publicamente a favor da presença do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas Os presidentes defenderam a necessidade de mudar a estrutura do Conselho de Segurança da ONU, que ainda segue o modelo definido no fim da Segunda Guerra.
Segundo o comunicado, os presidentes defendem a expansão do conselho, “com maior participação de países em desenvolvimento, tendo em conta a nova realidade internacional que exige soluções mais democráticas e multilaterais sobre as questões contemporâneas”.
Durante o encontro na capital moçambicana, Dilma e Guebuza ratificaram a defesa da criação do Estado da Palestina, como reivindicado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na 66ª Assembleia Geral da ONU, no mês passado. Para Brasil e Moçambique, a Palestina deve integrar as Nações Unidas como membro pleno.
“Moçambique e Brasil apoiam a entrada da Palestina como membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas e exortam as partes envolvidas a retomar as negociações diretas, com vistas à construção de um Estado palestino soberano, democrático e economicamente viável, garantida a segurança do Estado de Israel”, diz o comunicado conjunto.
Os presidentes também defenderam a necessidade de buscar o desenvolvimento econômico sustentável por meio da erradicação da pobreza e do desenvolvimento social. O assunto, segundo o comunicado, comandará as discussões da Conferência Rio+20, que ocorrerá em 2012, no Rio.





















