Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,76 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 209,26 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,84 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.210,08 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 208,53 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 185,84 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 176,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 180,04 / cx
Artigo

Dilemas da produção agrícola

O Brasil agrícola já é reconhecido mundialmente por ser competitivo em praticamente todas as atividades agrícolas. No entanto, será que a nossa competência técnica é o suficiente para que tenhamos sucesso no futuro enquanto classe profissional?

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O Brasil agrícola já é reconhecido mundialmente por ser competitivo em praticamente todas as atividades agrícolas, tanto por ser estrategicamente localizado em áreas do globo que tem energia luminosa, eólica e hídrica disponíveis em abundância durante todo o ano assim como pelo fato de dispor de terras e para cultivo de praticamente todas as espécies de importância econômica. Tudo isso é motivo de orgulho para nós profissionais da área de ciências agrárias.

No entanto, será que a nossa competência técnica é o suficiente para que tenhamos sucesso no futuro enquanto classe profissional? Num país com tanta força na agricultura e na pecuária, qual a representação que possuímos nos assentos do poderes legislativo (não naquele da corrupção e das falcatruas, mas sim naquele que planeja e discute o futuro do país) e executivo (não aquele que capta propinas, mas naquele que propaga boas idéias)?  Um exemplo claro de que estamos (muito) mal representados foi a discussão recente do novo Código Florestal. Quem de nós ouviu o depoimento ou a consulta a um Engenheiro Florestal pelo Congresso? Quem ouviu a opinião do CREA sobre as disposições legais? Em qual instância se priorizou a questão técnica ao invés de mimos eleitorais?

Pois bem, casos como o do novo Código Florestal são emblemáticos. Embora tenhamos o costume de frequentemente reclamar da classe política, poucos de nós estamos dispostos a nos envolver e a reclamar uma chance efetiva de participação. Se pontualmente nossa capacidade de fogo é, portanto, limitada, torna-se ainda mais importante a participação das entidades de classe que nos representam (Associações, Conselhos Regionais, Sociedades Científicas,…).

Um dos problemas importantes pelo qual os agrônomos passam nos dias atuais é a impossibilidade de utilizar o receituário agronômico para recomendação de misturas em tanque de pesticidas. Da mesma forma que a relutância em aceitar o cultivo de transgênicos no país só fez aumentar o cultivo de sementes ilegais, estamos encarando problema semelhante no caso das misturas. As entidades de fiscalização fazem de conta que fiscalizam, o Agrônomo faz de conta que o produtor não usa e o agricultor faz de conta que não faz. Num exercício viciado de tampar o sol com a peneira, temos que chegar ao ponto de explicar em sala de aula que a mistura é muito importante, por exemplo, para evitar o desenvolvimento de resistência a herbicidas, mas que, no entanto, todos estamos proibidos de recomendá-la no receituário. Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço.

Com o avanço dos problemas de resistência de insetos, agentes fitopatogênicos e de plantas daninhas, é irreversível a necessidade de se contar com misturas em tanque para manter-se a eficácia dos pesticidas usados para seu controle. No caso específico da área de plantas daninhas, há ainda um agravante tão ou mais importante: não há previsão do desenvolvimento ou lançamento de novos mecanismos de ação nos próximos anos. Este fato decorre do recuo no investimento em pesquisa que ocorreu após o “encolhimento” do mercado de herbicidas após o surgimento da tecnologia RR. Portanto, deveremos nos virar com o que está disponível no mercado. Quais as possibilidades de controle que deverão ser utilizadas para o controle de problemas importantes que surgiram recentemente na agricultura, como o caso da buva e do capim-amargoso resistente ao glyphosate? Alguém imagina alguma possibilidade de sucesso se não enveredarmos para o caminho da alternância e das misturas de mecanismos de ação diferentes? As misturas podem ser inclusive uma das únicas soluções para a manutenção da efetividade das alternativas químicas que estão disponíveis atualmente.

Nos últimos congressos da Sociedade brasileira da Ciência da Plantas Daninhas tem se discutido a questão de misturas. Em alguns destes congressos inclusive deliberou-se pela resolução de manifestações formais da SBCPD em favor do uso de misturas em tanque. Todos, sem exceção, caíram no vazio e nada mudou. Seria uma boa hora das demais Sociedades Científicas co-irmãs da área de Fitossanidade se manifestarem formalmente e se colocarem ao lado da SBCPD nesta empreitada. O sucesso da agricultura representa nosso próprio sucesso.
 
Jamil Constantin é Professor Associado, Núcleo de Pesquisas Avançada em Ciência das Plantas Daninhas (NAPD/UEM), Departamento de Agronomia, Universidade Estadual de Maringá. Pesquisador do CNPq e Membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável- CCAS.

Rubem Oliveira é Professor Associado, Núcleo de Pesquisas Avançada em Ciência das Plantas Daninhas (NAPD/UEM), Departamento de Agronomia, Universidade Estadual de Maringá

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Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,32
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,31
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 129,29
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,12
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  • Suíno - Estadual
    SP
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    Vermelho
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    R$ 185,84
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