Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,47 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,21 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,70 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 138,39 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 154,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 129,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,27 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.566,88 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Mercado Interno

Depois do boi, sobem frango e suíno

Disparada do preço do boi gordo arrastou cotação de frangos e suínos em São Paulo. Preços subiram 11,16% e 6,03%, respectivamente.

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Depois do boi, sobem frango e suíno

Às vésperas de preparar a ceia das festas de fim de ano, o consumidor terá poucas opções para escapar da alta de preços da carne bovina. A disparada da arroba do boi gordo, que começou em junho, arrastou as cotações do frango e dos suínos, porque são as carnes substitutas.

Os preços de frangos e suínos no atacado subiram 11,16% e 6,03%, respectivamente, na segunda quadrissemana deste mês, aponta o Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista, apurado pelo Instituto de Economia Agrícola. Esse resultado indica tendência de alta dos preços ao consumidor do frango e do suíno.

De 20 produtos pesquisados, o preço do frango liderou o ranking de alta e o da carne suína ficou na terceira posição. Já o preço da arroba do boi, que atingiu R$ 105,32 na primeira quadrissemana, praticamente ficou estável na última apuração.

“Com o grande poder de compra que existe hoje no mercado, com o pagamento do 13.º salário e aumento da massa de salários, os preços da carne ao consumidor devem começar a recuar só no ano que vem”, prevê o técnico responsável pelo índice, Danton Bini. Com o começo das chuvas e a redução dos custos para engordar o gado, a tendência é de preços menores do boi gordo.

Apesar de a arroba ter atingido níveis recordes, com valorização de 43,56% em um ano e de 28,32% em seis meses, os produtores reclamam que a boa cotação não é repassada para o criador. Sem margem para repor as matrizes que foram abatidas no período de crise, entre 2006 e 2008, o pecuarista mantém o plantel reduzido.

O preço alto, porém, pode afugentar o consumidor. “Quem quiser comer carne de primeira, vai ter de pagar o preço de bacalhau”, afirma o pecuarista José Lopez Fernandez Neto, de Itapeva, sudoeste paulista.

Tradicional criador de pardo suíço, Fernandez Neto calcula que, com o preço atual, o pecuarista que produz 100 bezerros por ano consegue uma renda líquida mensal de apenas R$ 700 por mês, “praticamente um salário mínimo”.

Ele conta que, na crise, muitos criadores arrendaram os pastos para o plantio da cana-de-açúcar ou para a formação de floresta de eucaliptos, atividades mais lucrativas e de menor risco. “Boi é produto de ciclo longo, pois o bezerro leva nove meses para nascer e outros nove para desmamar. Se colocar todos os custos, você vê que a renda está cada vez menor, por isso a carne de boa qualidade está ficando artigo de luxo.” Ele mesmo arrendou parte de sua fazenda para o plantio de grãos.

Manobra. O presidente da Associação de Criadores do Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vaccari, vê nos preços muito elevados uma manobra especulativa do comércio varejista. Nos últimos cinco anos, segundo ele, a arroba do boi teve uma recuperação de 67%. “A margem do atacado acompanhou essa evolução, mas a carne no varejo ficou 115% maior. Alguém está ficando com essa diferença.”

De acordo com Vaccari, o setor ainda vive o reflexo da crise recente, quando o pecuarista foi obrigado a reduzir o plantel de fêmeas para fazer caixa. Apenas em Mato Grosso, em 2007, foram abatidas 5 milhões de cabeças, incluindo as reprodutoras. “Os preços atuais são um reflexo desse abate.” A situação de escassez, segundo ele, vai continuar até 2013. “O rebanho vai crescer, mas o que tínhamos antes dificilmente será atingido. A natureza cobra seu preço”, afirma.

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