Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
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Exportações têm competitividade de dar dó

O principal responsável por essa tortura aos exportadores é o tão criticado sistema tributário brasileiro.

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Exportações têm competitividade de dar dó

A competitividade da balança comercial brasileira anda bastante frágil. O crescimento das compras no exterior e o retrocesso das exportações de mercadorias nacionais, especialmente dos produtos manufaturados, coloca a economia do Brasil em uma zona de alto risco. Diante desse preocupante cenário, empresas de todos os portes já veem com um pé atrás a possibilidade de entrar no comércio internacional.

Prova disso, é levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O estudo revela que empresas que vendem mais de 42,5% de sua produção para o mercado externo têm desvantagens operacionais em relação àquelas que atuam predominantemente no mercado interno. A desvantagem em vender para territórios estrangeiros reside no fato dessas empresas acumularem créditos tributários em montante superior à sua margem de ressarcimento. Com isso, os exportadores precisam repassar o custo dos impostos para o preço final do produto no mercado internacional. O resultado é uma competitividade de dar dó…

O principal responsável por essa tortura aos exportadores é o tão criticado sistema tributário brasileiro. Atualmente, esse sistema não tem capacidade de desonerar os produtos exportados dos impostos diretos, como o ICMS, o IPI e o Cofins. Por isso, a execução de uma reforma tributária é tão importante para a economia brasileira, como destacam os principais empresários do País. Caso contrário, o nível de competitividade das exportações brasileiras continuará abaixo da crítica.

Os exportadores reclamam que apesar do produto enviado ao exterior não ser tributado diretamente, os impostos aplicados nas matérias-primas adquiridas para a confecção da mercadoria acabam por onerar o custo final. Assim, essa distorção da legislação tributária nacional faz com que o insumo importado goze de condições mais favoráveis do que aquele produzido no Brasil. Isso pode agravar o processo de desindustrialização do País, já em andamento com o aumento expressivo das importações. Nessa bola de neve, o déficit da balança comercial só tende a crescer. Portanto, é bom frear esse ciclo antes que cause prejuízos de proporções gigantescas aos brasileiros.

Por Fábio Campos Fatalla, diretor da Interface Engenharia Aduaneira

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