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Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
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Mercado Interno

Suínos no DF

Pesquisa avalia o mercado de carne suína do Distrito Federal. DFSuin pesquisou a percepção dos consumidores acerca do produto.

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Suínos no DF

A Associação dos Suinocultores do Distrito Federal (DFSuin) apresentou na última semana de julho, como parte do plano de trabalho do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), a percepção dos consumidores acerca da produção e fornecimento de carne suína no Distrito Federal, além dos hábitos de consumo de produtos suínos buscando identificar o perfil dos consumidores para que as ações do Projeto possam ser mais efetivas.
Para atender os objetivos propostos pelo estudo, foi realizada pesquisa quantitativa no período de 18 a 29 de novembro de 2009, com questionários aplicados junto a 270 freqüentadores de 26 supermercados de Brasília (Plano Piloto e Lago Sul), além das cidades satélites de Taguatinga, Paranoá, Samambaia.

Segundo a pesquisa, os consumidores conhecem pouco as opções de cortes que a carne suína oferece, sendo os mais consumidos a bisteca, o lombo e o pernil. Porém, os questionários já apresentam sinais de mudança no hábito e no conhecimento dos consumidores que freqüentam hipermercados, onde os cortes são facilmente encontrados, cerca de 10% desse público já consome cortes como filé mignon e alcatra suína. A Campanha “Um Novo Olhar”, que acontece durante todo o mês de agosto nos hipermercados Carrefour e Extra e no supermercado Super Maia do Distrito Federal também busca mudar a forma como a carne suína é preparada em casa. Segundo os dados levantados, as maneiras mais comuns de se cozinhar a carne são na panela ou no forno. O grill e a churrasqueira, duas formas de preparo que serão bastante divulgadas pela campanha, somam menos de 15%.

Para a gestora-executiva da DFSuin, Anny Almeida, a pesquisa vai ao encontro de todos os trabalhos que estão sendo realizados pela associação junto à Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e o Sebrae/DF, dentro do PNDS. A gestora destaca o resultado de que 40% dos entrevistados afirmaram decidir a compra da carne suína no ponto de venda, identificando que ações neste local influenciam o consumidor, e que para a maioria – cerca de 60% – os principais fatores influenciadores citados na compra são a qualidade, o preço e a percepção de ser uma carne saudável. “Isso reflete o quanto nosso trabalho está na direção correta, e que é preciso investir na imagem da carne suína para o consumidor e atender as necessidades de consumo”, afirmou o presidente da DFSuin, Marcelo Lopes, durante a apresentação.

A pesquisa destaca ainda que mais de 20% dos entrevistados gostaria de comprar carne suína em porções individuais e 46% prontas para o consumo. Além disso, informações ou ações que motivariam o aumento da compra ou consumo de carne suína são o valor nutricional (26%), caderno de receitas (21%) e informações sobre os tipos de cortes.

Para Patrícia Ferreira, gestora do projeto de Gestão Estratégica Orientada para Resultados (GEOR) e PNDS no Sebrae/DF os resultados já eram esperados. “Não foi surpresa para ninguém os resultados da pesquisa, que confirmou mais uma vez que nosso foco de atuação é a informação, pois o consumidor desconhece o que é a carne suína”, pontua a gestora. Ainda sendo segundo Patrícia o trabalho precisas ser de longo prazo e massificado. “Acredito que o modelo que estamos desenvolvendo junto ao PNDS e ao Geor, além de atuar junto a médicos e nutricionistas é o caminho certo para o sucesso”, conclui.

As justificativas mais frequentes para o preconceito, destacados na pesquisa, são a possibilidade de transmissão de doenças, a identificação como uma carne que não é saudável e pela forma que o animal é criado. Na percepção dos respondentes, outro fator identificado para o preconceito é o fato de a carne suína ser considera muito gordurosa, com alto nível de colesterol.

O consultor de comunicação e marketing do PNDS, Fernando Barros, destacou que os principais gargalos dentro do consumo e fornecimento da carne suína já vem sendo trabalhados tanto no projeto GEOR quanto no PNDS, mas que há muito a fazer. “Todo esse preconceito já é reconhecido pela ABCS e  é  foco de grande parte de nossas ações, por isso, acreditamos que a estratégia de inserir a carne suína não só em supermercados, mas em outros nichos de mercado, como padaria, lanchonetes, restaurantes, merenda escolar trará mudanças significas no consumo e na percepção da carne suína como alimento saudável”, finaliza.

A pesquisa foi realizada pela Opinião Consultoria, por meio do projeto “Foco no Mercado” da Unidade de Acesso ao Mercado do Sebrae/DF. A apresentação contou com a presença de associados, representantes do Sebrae e da ABCS.

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