Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Encontro

Cooperação entre vizinhos

Rossi e Dominguez querem desenvolver políticas comuns para aumentar a participação no comércio mundial de alimentos.

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A cooperação entre os agentes dos setores público e privado do Brasil e da Argentina na área agropecuária marcou o encontro dos ministros de Agricultura, Wagner Rossi e Julián Dominguez, nesta segunda-feira (5), em Brasília. Rossi destacou a oportunidade de políticas comuns entre as duas nações. “Há uma possibilidade muito concreta de buscar campos que, em vez de competir, trabalharemos juntos”, enfatizou.

O ministro brasileiro afirmou que, se Brasil e Argentina se unirem em torno de uma política comum para a comercialização de produtos como a soja, poderão, conjuntamente, se tornar líderes no cultivo do grão, ultrapassando em até 15 milhões de toneladas a produção dos Estados Unidos, maior produtor mundial. Dominguez, por sua vez, reconheceu a importância do Brasil no cenário internacional agropecuário e demonstrou a intenção de participar, ao lado do agronegócio brasileiro, da ampliação de mercado para a África, Rússia e China, por exemplo.

Para consolidar esse avanço da agenda público-privada, a autoridade argentina esteve acompanhada de empresários dos setores de vinhos, lácteos, trigo, milho, frutas, entre outros. Membros do governo argentino conheceram, ainda, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e se interessaram por projetos desenvolvidos, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). 

Cooperação – Durante o encontro, os ministros e os presidentes da Embrapa, Pedro Arraes, e do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (Inta), Carlos Casamiquella, assinaram memorando de entendimento para cooperação. A troca de experiências acontecerá nas áreas de biotecnologia, engenharia genética e Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), recursos e melhoramento genéticos animais e vegetais, agricultura familiar, sistemas de produção, controle biológico, sanidade vegetal, recursos naturais e sustentabilidade ambiental.

Na segunda quinzena de agosto, técnicos da Embrapa e do Inta vão se reunir em Buenos Aires, para definir projetos estratégicos em cinco eixos: biotecnologia, agroenergia, sanidade animal e vegetal, agricultura familiar e estratégias de cooperação com terceiros países da África e América Central.

Comércio – A Argentina é o principal fornecedor de produtos agropecuários para o Brasil. De janeiro a maio deste ano, foi importado quase US$ 1,5 bilhão, enquanto que as exportações para o país vizinho somou mais de US$ 495 milhões.

O que os brasileiros mais compraram da Argentina, no período, foram cereais, farinhas e preparações (US$ 739,6 milhões), com destaque para o trigo (US$ 468,5 milhões), seguidos de produtos hortícolas (US$ 213,2 milhões) e frutas (US$ 109,2 milhões). Por outro lado, os principais itens comprados pelos argentinos foram os produtos florestais (US$ 182,3 milhões), como papel, móveis de madeira e celulose, além de fibras e produtos têxteis (US$ 65,5 milhões) e cacau (US$ 62 milhões).

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