Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Recuperação chinesa anima os mercados

China deve anunciar novo pacote e “exibir confiança” para o mundo.

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Redação (05/03/2009) – Sinais de melhora da economia chinesa espalharam otimismo pelo mundo ontem. Um indicador que retrata a produção industrial (PMI) subiu em fevereiro, mostrando que o setor está contratando. Pequim já divulgou um pacote de investimentos de US$ 585 bilhões em novembro, que estimulou temporariamente a produção de aço. Novos estímulos de até US$ 1 trilhão podem ser anunciados na abertura do Congresso Nacional do Povo, hoje, em Pequim. Um dos setores beneficiados seria o de infraestrutura. 

A Bolsa de Xangai subiu 6%, a maior alta em um dia desde novembro. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones teve alta de 2,23%, após cinco dias de baixa. No Brasil, o Ibovespa subiu 5,31% e o dólar caiu 1,66%, para R$ 2,371. 

Confiança- Os líderes do Partido Comunista vão usar a sessão anual do Parlamento chinês, que se inicia hoje, para projetar uma imagem de confiança em meio a um período de desaceleração da economia, de ameaças de tensões sociais e de críticas veladas à política econômica. Como parte dessa estratégia de mostrar que o país está trabalhando firmemente contra a crise, o premiê Wen Jiabao deve anunciar medidas adicionais ao pacote de estímulo de US$ 585 bilhões adotado no ano passado. Há rumores de que o pacote possa ser ampliado de 100% a 150%. AP

Li Deshui, ex-presidente do escritório de estatísticas da China e ex-diretor do comitê de política monetária do BC, disse que as medidas serão anunciadas. Apesar de Li Deshui não possuir um cargo formal no governo chinês neste momento, ele é considerado bastante próximo ao governo. 

Suas declarações fizeram a bolsa de Xangai disparar ontem e também trouxeram otimismo a outros mercados pelo mundo – para esse clima de excitação contribuiu também uma melhora no índice de gerentes de compra da indústria de transformação, que cresceu pelo terceiro mês consecutivo, o que foi visto como mostra de resistência da economia chinesa. 

Em geral, o Congresso Nacional do Povo tem pouca influência em temas políticos importantes. Este ano, no entanto, autoridades de Pequim esperam que a sessão – mais curta que o normal, com apenas nove dias – seja palco de poucas controvérsias e apresente uma demonstração de unidade. 

Para o premiê Wen Jiabao, é uma oportunidade importante para reafirmar sua liderança em meio a críticas insistentes às suas políticas de arrocho do ano passado, que acabaram aprofundando a desaceleração do país. 

"A posição de Wen ainda é bastante segura", diz Willy Lam, analista especializada em questões chinesas. "Mas ele já foi alvo de muitas críticas por causa de suas medidas para desaquecer o setor de imóveis." A economia do país estava desacelerando o passo antes mesmo da recessão global em razão de um esforço deliberado do governo para esfriar os mercados imobiliários e de construção. 

Embora agora tenha se tornado ideia corrente que os governos devem intervir para conter bolhas no setor imobiliário, as críticas a Wen são uma indicação dos custos políticos associados a medidas contra essas bolhas. 

No fim de 2007, num momento em que a inflação estava aquecida em meio a temores de um superaquecimento, autoridades aplicaram uma série de políticas, incluindo a redução dos empréstimos bancários, restrições a financiamentos de imóveis e sanções a empreendedores que deixassem áreas de terra sem uso. 

As medidas levaram a uma queda de 15% nas vendas de imóveis no ano passado e uma abrupta desaceleração nos investimentos no mercado imobiliário. Os efeitos colaterais dessas políticas foram sentidos em diversos setores da economia, das siderúrgicas aos fabricantes de ar-condicionado. Resultado: quando a demanda externa começou a encolher no quarto trimestre no ano passado e o desemprego a se ampliar, a economia chinesa já estavam patinando. 

Os críticos de Wen, entre eles muitos representantes das indústrias com negócios no setor imobiliário e governos locais que dependem da venda de terras para suas receitas, dizem que ele exagerou na austeridade das medidas e que demorou muito para suavizá-las quando a economia começou a perder força. 

Esses grupos têm uma presença significativa no Congresso. 

"Pode-se ficar dizendo que a China exagerou", disse Andy Rothman, economista da CLSA, em Xangai. "Mas se eles não tivessem feito nada, talvez a bolha das casas tivesse ficado maior quando veio a recessão global." 

Para alguns analistas, as críticas a Wen, que continua sendo popular no país, é parte da vida política normal, com suas disputas burocráticas entre grupos. Mas isso poderá ter um impacto na forma como a política se desenvolve nos próximos meses. Inclusive nas novas medidas de estímulo. 

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