Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Insumos

Preço da soja pode continuar volátil

O chamado “Risco China” é o causador da volatilidade do preço da safra 2009/2010.

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O presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira, pontuou que na safra 2009/2010 um dos grandes problemas continuará sendo a volatilidade dos preços da soja que, aliada a outros fatores, gera incertezas. “Não há sustentação do preço de soja, pode haver queda extra nos valores das commodities, o chamado risco China, aliado a elevação futura na taxa de juros, escassez de crédito além do risco da volta da inflação”.

Luciano Carvalho, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa), acrescentou que uma maneira de sair pela tangente é tentar ao máximo negociar os custos com insumos. “Houve 33,3% de recuo no preço da soja futura neste primeiro vencimento de março em relação ao ano passado. E para o cenário não piorar, não pode ocorrer a valorização da taxa de câmbio (real) frente ao dólar, pois a competitividade é reduzida. É necessário ter poder de barganha para tentar comprar a melhores preços os insumos”.

Carvalho frisa que a China é uma grande incógnita e que caso o Produto Interno Bruto (PIB) do país asiático não cresça, deverá haver renegociações nos preços da oleaginosa. “Por exemplo, se o gigante não crescer 8% e apenas 6%, provavelmente irá renegociar preço da soja. Isso já ocorreu com o aço brasileiro”.

O palestrante do Cepea/Esalq/USP, Mauro Osaki, lembra que as tradings estão balançadas com a falta de crédito no mercado internacional. “Quanto à tomada de crédito pelas tradings temos que ressaltar que elas tiveram que pagar a matriz e houve momentos de corte de crédito. O mercado futuro só se estabelece quando comprador e vendedor entram em consenso sobre o preço do produto. E o comprador está na mesma situação de escassez de crédito. É provável que só compre aquilo que realmente irá precisar”.

O produtor rural e conselheiro da Aprosoja/MT Carlos Ernesto Augustin ressalta a necessidade de fazer pressão sobre o governo, que deve disponibilizar mecanismos para que haja fixação de mercadorias no mercado futuro. “O governo de São Paulo anunciou recentemente que irá pagar metade do custo do margeamento para o mercado de opção de contrato futuro. Outro ponto crucial é a variação do custo do insumo. Devemos ter poder de fogo para comprar insumos e pressionar para que a renegociação de dívidas seja repactuada de acordo com a renda”.

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