Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Insumos

Preço da soja pode continuar volátil

O chamado “Risco China” é o causador da volatilidade do preço da safra 2009/2010.

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O presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira, pontuou que na safra 2009/2010 um dos grandes problemas continuará sendo a volatilidade dos preços da soja que, aliada a outros fatores, gera incertezas. “Não há sustentação do preço de soja, pode haver queda extra nos valores das commodities, o chamado risco China, aliado a elevação futura na taxa de juros, escassez de crédito além do risco da volta da inflação”.

Luciano Carvalho, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa), acrescentou que uma maneira de sair pela tangente é tentar ao máximo negociar os custos com insumos. “Houve 33,3% de recuo no preço da soja futura neste primeiro vencimento de março em relação ao ano passado. E para o cenário não piorar, não pode ocorrer a valorização da taxa de câmbio (real) frente ao dólar, pois a competitividade é reduzida. É necessário ter poder de barganha para tentar comprar a melhores preços os insumos”.

Carvalho frisa que a China é uma grande incógnita e que caso o Produto Interno Bruto (PIB) do país asiático não cresça, deverá haver renegociações nos preços da oleaginosa. “Por exemplo, se o gigante não crescer 8% e apenas 6%, provavelmente irá renegociar preço da soja. Isso já ocorreu com o aço brasileiro”.

O palestrante do Cepea/Esalq/USP, Mauro Osaki, lembra que as tradings estão balançadas com a falta de crédito no mercado internacional. “Quanto à tomada de crédito pelas tradings temos que ressaltar que elas tiveram que pagar a matriz e houve momentos de corte de crédito. O mercado futuro só se estabelece quando comprador e vendedor entram em consenso sobre o preço do produto. E o comprador está na mesma situação de escassez de crédito. É provável que só compre aquilo que realmente irá precisar”.

O produtor rural e conselheiro da Aprosoja/MT Carlos Ernesto Augustin ressalta a necessidade de fazer pressão sobre o governo, que deve disponibilizar mecanismos para que haja fixação de mercadorias no mercado futuro. “O governo de São Paulo anunciou recentemente que irá pagar metade do custo do margeamento para o mercado de opção de contrato futuro. Outro ponto crucial é a variação do custo do insumo. Devemos ter poder de fogo para comprar insumos e pressionar para que a renegociação de dívidas seja repactuada de acordo com a renda”.

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