Empresas de SP reembalavam carne suína, frango, e outras, com prazo de validade vencido para hospital público.
Carnes vencidas em SP
Quatro empresas distribuidoras de alimentos em São Paulo são acusadas de reembalar carnes, frios e embutidos com prazo de validade vencido. Elas vendiam carnes, frango, peixes e embutidos com novos prazos de validade para clientes como o Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, a Secretaria da Administração Penitenciária, a Prefeitura de Diadema, no ABC paulista, e prefeituras de Minas Gerais. Essas últimas usariam os alimentos na merenda escolar, segundo a polícia. (Leia também: Supermercado no Brás, em SP, vendia produtos vencidos há quase um ano)
Três toneladas de carne e laticínios impróprios para consumo foram apreendidas apenas em um galpão clandestino na Rua João Graeber, na Vila Ema, onde funcionava a empresa J.P. Gouveia Santos, fornecedora dos órgãos públicos. No local havia carne de porco dentro de tanques com água suja e salsichas expostas fora da embalagem.
Segundo o delegado Anderson Pires Giampaoli, da 2ª Delegacia de Saúde Pública do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, e responsável pela operação, a empresa estava instalada naquele galpão havia sete meses, mas atua no mercado há 15 anos com os nomes de Celene Rodrigues ME; GS Comércio de Alimento do Brasil, e Frigorífico Gouveia Santos Ltda.A gerente de uma das empresas, a Celene Distribuidora de Alimentos, identificada como Sandra Suguiura Cardoso, de 52 anos, foi detida.
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No total, estavam no galpão 30 toneladas de produtos fora do prazo de validade.
“Essa mercadoria as vezes era vendida. Eles reaproveitavam o que era devolvido”, disse a funcionária de uma das empresas.
A falta de higiene no local e o mau-cheiro dos produtos fizeram até com que alguns investigadores passassem mal. Segundo o delegado, a empresa reutilizava carnes e laticínios com prazos de validade vencidos, embalava novamente com outras datas de vencimento e distribuía aos órgãos com os quais mantinha contratos, através de licitação pública.
A Prefeitura de Itajubá, em Minas Gerais, afirma que recebeu frango descongelado de uma das empresas há um mês, fez boletim de ocorrência e recebeu uma nova carga.
A Secretaria da Administração Penitenciária informou, em nota, que foram entregues produtos alimentícios sem irregularidades em algumas unidades prisionais.
Segundo a nota, a secretaria adquiriu frango da empresa Frigorífico Gouveia Santos para a Penitenciária de Franco da Rocha I. Já a carne foi comprada da empresa Celene Rodrigues ME para abastecimento da Penitenciária Parada Neto de Guarulhos. A mesma firma também forneceu mussarela na Penitenciária Feminina da Capital, no Butantã. Segundo a polícia, os produtos com validade vencida também teriam sido enviados à Penitenciária de Tremembé e ao Manicômio Judiciária de Franco da Rocha. Porém, a Secretaria da Administração Penitenciária afirma que o fornecimento de alimentos a essas unidades ainda está sendo checado e vai apurar se outras unidades receberam produtos impróprios para consumo.
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e a Prefeitura de Diadema irão investigar se adquiriram produtos das empresas.





















