Alemanha não descarta que tenha comercializado carne suína contaminada com dioxina. 140 animais do distrito de Verden já foram abatidos.
Dioxina no suíno

As autoridades agrárias do estado da Baixa Saxônia, no norte da Alemanha, não descartam que carne de porco contaminada com dioxinas possa ter sido comercializada, segundo anunciou um porta-voz oficial.
Trata-se de carne procedente de um criador de gado suíno do distrito de Verden. Seus animais apresentaram índices não toleráveis de contaminação por dioxinas e o fazendeiro teve que sacrificar 140 porcos, cujos corpos serão incinerados.
O criador reconheceu que abateu vários animais em janeiro antes do fechamento de sua propriedade e agora as autoridades investigam se carne procedente de sua fazenda pode ter chegado aos consumidores.
O anúncio deste caso acontece menos de 24 horas depois que o secretário estadual de Agricultura da Baixa Saxônia, Friedrich-Otto Ripke, descartou taxativamente esta possibilidade.
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Fontes da Secretaria relataram nesta quarta-feira que Ripke não dispunha de todos os dados quando rejeitou nesta terça-feira em declarações a uma rádio que carne de porco contaminada com dioxinas pudesse ter sido comercializada.
A divulgação do primeiro caso de porcos contaminados ocorreu no dia em que foi anunciado que os criadores de gado que tiveram animais afetados por rações contaminadas com dioxinas estudavam reivindicar mais de 100 milhões de euros em indenizações à suposta responsável pelo escândalo, a empresa Harles & Jetzsch.
A companhia se dedica à distribuição de gorduras industriais, e é acusada de comercializar material destinado à produção de papel para a fabricação de rações para consumo animal, apesar não ser comestível.





















