Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,92 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,85 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,76 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,48 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,91 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,23 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,07 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 160,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,38 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,66 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.345,97 / t
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,05 / cx
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Produção de carne suína cresce 5,5% e mercado pode reagir após a Quaresma

Alta histórica em 2025 reforça força da suinocultura brasileira, enquanto aumento da oferta pressiona preços no início de 2026

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Produção de carne suína cresce 5,5% e mercado pode reagir após a Quaresma

O setor suinícola brasileiro atingiu um marco histórico em 2025, consolidando sua expansão e resiliência mesmo diante de oscilações de mercado. De acordo com dados do Cepea, com base no IBGE, a produção nacional de carne suína alcançou 5,65 milhões de toneladas, representando um crescimento de 5,5% em relação a 2024 — o maior volume já registrado no país.

Esse desempenho reflete investimentos contínuos em tecnologia, sanidade e produtividade ao longo dos últimos anos, posicionando o Brasil como um dos principais players globais da suinocultura.

Oferta elevada e demanda interna enfraquecida pressionam preços

Apesar do avanço produtivo, o início de 2026 tem sido marcado por um cenário de pressão sobre os preços no mercado interno. Segundo o Cepea, a disponibilidade interna de carne suína vem crescendo desde janeiro, atingindo volumes significativos.

Esse aumento ocorre mesmo com a demanda externa aquecida, fator que normalmente sustentaria os preços. No entanto, o impacto positivo das exportações tem sido parcialmente neutralizado pela demanda doméstica enfraquecida, o que ajuda a explicar os atuais baixos valores de comercialização tanto do animal vivo quanto dos cortes.

Redução de abates e fim da Quaresma podem mudar cenário

Para abril, a expectativa do Cepea é de uma possível inflexão no mercado. A entidade projeta uma redução no ritmo de abates, o que pode limitar a oferta interna, especialmente se as exportações continuarem firmes.

Outro fator relevante é o fim da Quaresma, período tradicionalmente associado à redução no consumo de carnes, especialmente a suína. Com a retomada da demanda após esse intervalo, há possibilidade de reação nos preços, tanto do suíno vivo quanto dos produtos derivados.

Bolsas estaduais indicam estabilidade e diferenças regionais

Os dados recentes das bolsas de suínos reforçam o momento de estabilidade, ainda que em patamares pressionados:

  • Em São Paulo, a Bolsa de Suínos da APCS definiu, em 19 de março, a manutenção do preço em R$ 135,00/@, sinalizando equilíbrio entre oferta e demanda no estado.
  • Já em outras regiões, como Mato Grosso e Minas Gerais, os valores do suíno vivo giraram em torno de R$ 6,50 a R$ 6,80/kg, com variações conforme custos e dinâmica regional.

Perspectivas para 2026

O cenário para os próximos meses dependerá principalmente de três fatores:

  1. Comportamento da demanda interna, especialmente no pós-Quaresma
  2. Ritmo das exportações, que seguem como importante válvula de escoamento
  3. Ajuste na oferta, via redução de abates ou controle de produção

Caso a combinação entre menor oferta e retomada do consumo se confirme, o mercado pode entrar em um ciclo de recuperação de preços ainda no segundo trimestre de 2026.

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