Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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O passado e o futuro do campo em “pratos limpos” – por Jose A. Annes Marinho

Em 2011 tivemos bons resultados agrícolas. Temos a expectativa que 2012 possa se repetir, com bons lucros, boas produtividades e que o mercado externo continue a alimentar-se dos produtos brasileiros.

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O passado e o futuro do campo em “pratos limpos” – por Jose A. Annes Marinho

Mais um ano passou, 2011 se foi e deixou bons lucros no campo, não tão bons como em anos anteriores, mas os produtores festejaram com lucros médios de R$ 285,06 para cada hectare plantado de soja, pode-se dizer que temos bons números. E agora José, João, Dona Maria, o que esperar de 2012? Será que teremos o mesmo sucesso no campo dos últimos 3 e 4 anos? São essa perguntas que muitos de nós produtores fazemos quando se inicia uma nova safra. Como dizia Fernanda Torres: “fazer cinema é como plantar. O agricultor escolhe um ano antes o que vai semear e, quando vem a colheita ,ele reza para que a sua produção esteja em alta no mercado“. 

Pois é, senhores, estamos falando de dois temas que fazem todo sentido no mercado agrícola brasileiro: o “clima” e o “mercado”. Se o clima vai bem, temos a expectativa de safras recordes e, como teoria, preços baixos. Isso não quer dizer que não estejam bons, mas poderiam ser melhores, o que aumenta a rentabilidade de nosso produtor. No entanto, há outro fator fundamental em nossos dias: é o mercado interno e externo. No nosso caso ficamos mais dependentes do mercado externo, que ultimamente tem se mostrado muito volátil. Mas o que fazer nestes casos? 

Recentemente publiquei um artigo a respeito de gestão no campo, o que nos remete a acreditar que todo este processo está inserido em identificar e prever se é melhor plantar milho, soja ou algodão? Pois então, caros produtores, há como identificar e minimizar todos estes riscos. Mas isto seria tema para outra oportunidade. Nossa missão como profissionais é ajudá-los a identificar o que é melhor, prevemos que 2012 será um ano de muitos desafios, um clima instável, como em 2011, em algumas regiões, no entanto com preços nos mesmos patamares. 

Uma dica: inicie a busca por informações diárias das cotações, bem como, informações a respeito dos mercados futuros, são excelentes oportunidades de garantir pelo menos os custos. Já ouvi comentários sobre a venda de soja verde a preços próximos de R$ 50,00/saca, talvez hoje, possa ser difícil alcançar este patamar, mas não custa informa-se. 

Emfim, 2011 tivemos bons resultados agrícolas desde a carne até os grãos, temos a expectativa que 2012 possa se repetir, com bons lucros, boas produtividades e que o mercado externo continue a alimentar-se dos produtos brasileiros, mas todo cuidado é pouco com as famosas crises (Europa, EUA). Alerta e paciência serão fundamentais para o sucesso da comercialização da safra 2012/2013, e como diziam um grande amigo, otimista e um grande líder com suas palavras sabias “o melhor esta por vir“.

Por Jose A. Annes Marinho, Engenheiro Agrônomo, Gerente de Educação da Associação Nacional de Defesa Vegetal, MBA em Marketing – FGV.

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