Nesta segunda-feira (09/11) a paralisação atingiu nada menos que onze estados brasileiros, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Greve dos caminhoneiros pressiona inflação

Na avaliação de um dos principais economistas do Brasil, Alexandre Cabral (da NeoValue Investimentos), a greve dos caminhoneiros pode exercer grande influência sobre o aumento de preços no Brasil. Nesta segunda-feira (09/11) a paralisação atingiu nada menos que onze estados brasileiros, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
“Se essa paralisação dos caminhoneiros durar uma semana – espero que não –, teremos uma pressão maior ainda na inflação desse final de ano. Principalmente se teve adesão dos transportadores de hortifrutigranjeiros, produto altamente perecível, que se sumir do supermercado o preço sobe muito rápido. Vamos acompanhar com carinho”, declarou Cabral.
As manifestações ocorrem na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Os atos foram convocados pelo Comando Nacional do Transporte, um grupo autônomo e independente de sindicatos.
Leia também no Agrimídia:
- •Exigências externas moldam produção suinícola brasileira
- •Queda no custo da ração alivia avicultura no Egito, mas dependência externa persiste
- •COESA discute biosseguridade e cenário da Influenza Aviária no Espírito Santo
- •Deficiência de vitamina D atinge mais de 60% dos suínos e acende alerta na produção global
Eles protestam contra a corrupção generalizada no governo Dilma Rousseff, e afirmam que Brasília não atendeu nem as menores reivindicações da categoria desde a última greve, ocorrida em Março de 2015. A pauta é a mesma: diminuição do preço do óleo diesel, criação de um valor de “frete mínimo”, reserva de mercado de 40% nas cargas do governo para a categoria, crédito subsidiado para transportadores autônomos, regulamentação da profissão motorista com aposentadoria com 25 anos de contribuição e salário unificado no Brasil.























