Foram identificados dois locais clandestinos de abate de bovinos e suínos sem registro no serviço de inspeção
Fiscalização apreende 530 Kg de carne clandestina no Tocantins

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) realizou na manhã de terça-feira (24/01), ações de fiscalizações e combate ao abate clandestino de animais, no município de Lajeado (TO) a 50 quilômetros da capital, onde foram identificados dois locais clandestinos de abate de bovinos e suínos sem registro no serviço de inspeção oficial e fora das normas higiênicas-sanitária. Em um dos pontos, a equipe apreendeu 530 quilos de carne improprias para o consumo que foi encaminhado para o aterro sanitário de Palmas e o proprietário multado em R$ 5 mil reais.
De acordo com o inspetor de defesa agropecuária da Adapec, Jean Paulo Galletti, a ação foi para atender uma denúncia anônima por meio do disque-defesa da Agência de que havia abate clandestino de bovinos nestes dois locais. “Estivemos no primeiro ponto que fica próximo da cidade e identificamos vestígios de abate com uma estrutura precária e sem nenhuma condição de higiene. Ali explicamos o motivo da ação ao proprietário da chácara e emitimos um termo de orientação e adequação às normas legais para funcionamento de matadouro”, contou Jean.
O outro local clandestino de abate foi localizado numa fazenda a 9 quilômetros do centro da cidade. Lá foi feito o flagrante de abate clandestino de dois bovinos e um suíno. Na fazenda o proprietário abatia os animais e comercializava a carne no comércio local. O ambiente não possuía estrutura adequadas para abate e foi possível verificar a presença de animais (cachorro) e aves (urubus), vísceras em contato com o chão, carne em contato com madeira, escoamento de sangue jogado diretamente no solo. “Não tem a mínima condição sanitária para abater animais ali”, destacou o inspetor.
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Embora o proprietário tenha alegado que abatia de dois a três animais por semana, a equipe da Adapec verificou que ao lado há um “cemitério” de mais de 300 carcaças (cabeças) de animais. Outra coisa que chamou a atenção dos inspetores e fiscais foi a falta de condições de bem estar dos animais nos dois locais o abate é feito com uso de machados e marretas. “O presidente da Adapec, Humberto Camelo ressaltou que a Agência vem cumprindo seu papel de fiscalizar e combater o abate clandestino de animais. “Nosso objetivo é garantir que o consumidor adquira produtos cárneos dentro das normas de segurança alimentar com qualidade e que não coloque em risco sua saúde”, pontuou ele.




















