Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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A despedida do amor ao ofício, fim de ciclos – por Valter Bampi

Ficamos apegados ao trabalho tanto porque amamos o que fazemos

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A despedida do amor ao ofício, fim de ciclos – por Valter Bampi

Ha duas dores: a primeira é quando a relação termina, seguimos querendo, acostumando com a ausência, a sensação de rejeição, falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel; a segunda dor é quando começamos a vislumbrar essa  luz. Se luz no fim do túnel está sendo vista, adeus dor, não é bem assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores, a mais dilacerante é a dor física da falta, dor de virar desimportante, não ser valorizado. Mas quando essa dor passa, começamos outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos, de esvaziar coração, remover saudade, ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. E trabalhos anteriores. Dói também. 

Na verdade, ficamos apegados ao trabalho tanto porque amamos o que fazemos. Muitos reclamam por não conseguir se desprender, que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser bem de valor inestimável, sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres, disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar. 

Dor mais amena, quase imperceptível, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita, dor que confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. O que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por fazer o que fazíamos, aquele amor que nos justificava como profissionais, protagonistas, líderes, que nos colocava dentro de estatísticas: amo trabalhar assim logo existo. Despedir-se de um amor ou oficio não e fácil e profissionalmente, aposentado, agora, depois de 30 anos vivenciei isso e tive dores acima, que agora com maturidade consigo relatar, sabedor que ciclos começam e terminam. É despedir-se de si mesmo, o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

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