Já para os cortes, segundo os analistas, a recuperação nos preços está mais lenta
Demanda por suínos cresce e preços têm alta nos últimos dias

A demanda por suínos vivos cresceu nas últimas semanas e, como consequência, houve melhora nos preços pagos aos produtores, segundo a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS). A maior procura é do mercado interno, devido a uma redução de animais terminados para o abate. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, aponta que o ajuste entre oferta e demanda refletiu de modo mais significativo nas carcaças e, posteriormente, no suíno vivo. Já para os cortes, segundo os analistas, a recuperação nos preços está mais lenta.
“Um dos motivos é a redução no peso dos animais, em função da alta temperatura registrada nas últimas semanas”, explica Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da APCS. Apesar da melhora, segundo ele, os preços ainda estão muito longe do ideal. “Precisamos atingir pelo menos R$ 90,00/@ = R$ 4,89/Kg vivo”, ressalta.
O que poderia contribuir para isso seria a concretização das expectativas para este ano de um volume muito maior de exportações de carne suína. No entanto, afirma Ferreira Júnior, o setor ainda vive somente da perspectiva de que isso aconteça.
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Já de acordo com o Cepea, da Esalq/USP, a melhora nas exportações está começando a se consolidar nos últimos dias. “Em relação à exportação, depois de apresentar forte queda de 12% no volume de carne in natura exportado em janeiro frente ao mês anterior, as vendas externas estão mais aquecidas neste começo de fevereiro”, informa em nota.
Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos primeiros seis dias úteis deste mês, as exportações registram média diária de 2,8 mil toneladas, quantidade 50% maior que a média de 1,9 mil toneladas de janeiro.





















