Renegociação de até R$ 100 bilhões no Banco do Brasil se soma à alta de custos em aves e suínos e ao recuo das vendas externas de carne suína
Crédito, custos e exportação apertam margem da proteína animal

O Banco do Brasil tem até R$ 100 bilhões em crédito do agro passíveis de renegociação pela MP 1.376/2026, segundo a Folha Mercado. O montante inclui R$ 36,7 bilhões inadimplentes e R$ 63,5 bilhões em operações normais, dado que coloca a liquidez do produtor e das agroindústrias no centro da agenda econômica do setor.
A pressão financeira aparece também nos custos de produção. A Embrapa informou alta em julho nos custos de frango de corte e de suínos, com influência de insumos, energia, câmbio e matérias-primas usadas nas cadeias de proteína animal. Mesmo com a Conab elevando a projeção da safra brasileira de grãos 2025/26 para 360,75 milhões de toneladas, alta de 2,4% sobre o ciclo anterior, o alívio em ração não é automático: preço local depende de logística, câmbio, demanda externa e formação regional de estoques.
O ambiente externo adiciona outra restrição. As exportações de carne suína recuaram em meio à menor demanda de países asiáticos, com destaque para as Filipinasl. O Cepea, citado no clipping, associa o movimento ao ajuste após acúmulo de estoques no primeiro semestre de 2026. Para frigoríficos, menor tração externa pode deslocar produto para o mercado doméstico e reduzir poder de repasse em um momento de custo mais alto.
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Há, porém, vetores de compensação parcial. O USDA revisou para cima as projeções de milho e soja dos Estados Unidos para 2026/27, o que altera o quadro de oferta global e pode influenciar preços futuros de grãos. A Refinaria de Mataripe reduziu o preço da gasolina em 11,3%, segundo a Agência Brasil, movimento que pode aliviar parte dos custos de transporte e movimentação de insumos. O efeito prático dependerá do repasse ao frete e da participação da gasolina na estrutura de custos de cada operação.
Da Redação























