Ministério precisa de espaço para fazer a “modulação” entre as diversas políticas públicas para o setor, diz Mazzillo Júnior
Secretário de Política Agrícola defende “autonomia orçamentária” para fortalecer seguro rural

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Angelo Mazzillo Júnior, defendeu nesta terça-feira que a Pasta tenha mais autonomia orçamentária para fazer a “modulação” entre as diversas políticas públicas para o setor.
A principal crítica é a falta de espaço para fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Ele ainda aguarda retorno da Junta de Execução Orçamentária (JEO) sobre a liberação de R$ 200 milhões extras.
O secretário disse que o índice de avaliação do sucesso da política de seguro não deve ser o orçamento empenhado em subvenção, mas sim a área coberta. Isso porque os recursos destinados ao programa aumentaram substancialmente no atual governo, mas a área segurada voltou a patamares próximos aos de 2018.
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“Saímos de 4,5 milhões de hectares cobertos em 2018 para mais de 14 milhões de hectares segurados em 2021, mas neste ano estamos voltando para perto de 6 milhões de hectares”, disse ao Valor. Dessa forma, acredita ele, a política poderá evoluir de forma mais sustentável e atender mais produtores.
O orçamento do seguro rural foi de R$ 440 milhões em 2019, saltou para R$ 881 milhões no ano seguinte e chegou a R$ 1,1 bilhão em 2021. Neste ano, sem suplementação, os valores devem ficar em torno de R$ 950 milhões, o que tem impacto sobre o tamanho da área segurada.
“Fica o desafio para o próximo secretário. O Ministério da Agricultura tem que ter orçamento para ele fazer modulação das diversas políticas que estão na sua análise, o que vai para o crédito, e o que vai para seguro. É o mais básico, precisa ter orçamento”, disse.





















