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Exportações

Chile renova estratégia para diversificar vendas ao Brasil

País quer abrir espaço para carne suína e outros alimentos

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Chile renova estratégia para diversificar vendas ao Brasil

Com expressivas exportações de salmão e vinhos para o Brasil, o Chile está renovando sua estratégia para ampliar e diversificar as vendas de produtos do agro para os consumidores do maior mercado da América Latina.

A estratégia é liderada pelo ProChile, braço do Ministério das Relações Exterior do país, que está ampliando sua estrutura de atuação no Brasil — com novos escritórios em Brasília e Belo Horizonte —, fortalecendo canais digitais para incrementar o comércio e patrocinando a realização de feiras e eventos para promover um portfólio que inclui de azeites à carne suína, passando por cebola e alho.

“Temos que diversificar nossa atuação no Brasil”, resume Hugo Corales, diretor comercial do ProChile no Brasil. Ele assumiu o cargo há seis meses, e na noite desta quarta-feira é o anfitrião de um jantar na capital de São Paulo com um menu especialmente preparado para destacar o azeite extravirgem chileno. Outros eventos do gênero estão em gestação, segundo Corales.

A diversificação da pauta de exportações, contudo, não fará com que o ProChile perca de vista os carros-chefes do país no Brasil. Os embarques de salmão e truta, que lideram a pauta, somaram US$ 673 milhões entre os meses de janeiro e outubro, 12,4% mais que no mesmo período do ano passado, e Corales acredita que essas vendas podem crescer.

Nesse segmento, o Brasil é o terceiro principal destino dos embarques chilenos. Os EUA, que lideram o ranking, compraram US$ 5,4 bilhões nos primeiros dez meses deste ano, o que representou um crescimento de 29,9%, segundo os dados do ProChile. Outro grupo importante nas vendas chilenas ao mercado brasileiro são os vinhos.

De janeiro a outubro, essas exportações cresceram 4,5% e somaram US$ 159 milhões — e nessa frente uma diversificação também começa a ganhar força, com o incremento das vendas de espumantes.

Para Corales, também é possível ganhar espaço nos mercados de cebola e alho do Brasil, segundo principal destinos das exportações chilenas — que totalizaram mais de US$ 10 milhões e US$ 4 milhões, respectivamente, nos primeiros dez meses do ano. São segmentos mais difíceis de acessar, até pela resistência dos produtores brasileiros, mas nada é impossível.

Mesmo para a carne suína, que tem no Brasil um importante país exportador, Corales confia que pode haver espaço para a proteína produzida no Chile.

Somados todos os produtos exportados pelo Chile, o Brasil é o quarto principal mercado de destino. E Corales defende uma aproximação maior entre os dois países não apenas no front comercial, mas também no turismo e em investimentos em geral. “Estamos novamente ampliando nossa atuação na América Latina. Há mais de 300 empresas chilenas no Brasil, entre as quais muitas abertas por empreendedores, e o país também já o principal destino dos nosso investimentos no exterior. O potencial para estreitarmos esses laços é muito grande”, conclui o diretor comercial do ProChile.

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