Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Tensão no Agro

Banco do Brasil restringe crédito a produtores em recuperação judicial e gera tensão no agronegócio

Entenda como a decisão do Banco do Brasil sobre crédito afeta produtores em recuperação judicial e gera preocupações no agronegócio

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Banco do Brasil restringe crédito a produtores em recuperação judicial e gera tensão no agronegócio

O Banco do Brasil (BB) confirmou nesta quarta-feira (29/10) a adoção de restrições de crédito para produtores rurais que ingressam em processos de recuperação judicial (RJ). A medida, segundo a instituição, é uma prática usual do mercado financeiro para clientes com elevado risco de crédito.

Em nota, o BB defendeu que a recuperação judicial é um instrumento legítimo, mas que, em alguns casos, tem sido “desvirtuada de forma deliberada”. A restrição visa “garantir a sustentabilidade dos negócios, proteger os recursos dos acionistas e investidores, e preservar a capacidade do Banco de continuar financiando o setor de forma ampla e segura”.

Declaração de Executivo Causa Repercussão

O posicionamento oficial veio após forte repercussão de uma declaração do vice-presidente de gestão de riscos do BB, Felipe Prince, à Bloomberg News. Na terça-feira (28/10), o executivo havia afirmado que produtores que buscarem proteção judicial “não terão crédito hoje, amanhã ou nunca mais”, classificando as recuperações judiciais como uma “armadilha” que deixa os agricultores sem acesso a recursos para novas safras.

Atualmente, o BB contabiliza R$ 5,4 bilhões em operações não quitadas devido a pedidos de recuperação de 808 agricultores. O banco ressalta, contudo, que esse impacto é pequeno frente à sua carteira de mais de um milhão de clientes rurais, que ultrapassa R$ 400 bilhões.

Apesar da restrição, o BB reafirmou seu papel histórico como principal financiador do agronegócio e destacou que a gestão responsável do crédito é um de seus pilares. A instituição informou que mantém canais e soluções disponíveis para renegociação de dívidas, como a linha recém-lançada BB Regulariza Agro.

FPA e Ibajud Criticam a Posição do Banco

As declarações e a restrição de crédito do BB provocaram reações imediatas no setor.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), criticou a postura do banco estatal. “Mais uma vez, infelizmente, uma surpresa negativa de um banco estatal… Por um lado, o governo fica falando que está ajudando o produtor, anuncia Plano Safra gigantesco […], não entrega o crédito, não tem seguro, o produtor não consegue acessar de maneira alguma o custeio da sua produção, está endividado”, declarou Lupion.

O Instituto Brasileiro da Insolvência (Ibajud) também se manifestou contra as declarações do executivo. Em nota, o instituto afirmou que “punir ou excluir produtores por recorrerem à Justiça, fundamentados em lei aprovada pelo Legislativo, viola os princípios constitucionais e de ordem econômica, aumenta a insegurança jurídica”. O Ibajud defendeu a recuperação judicial como um “instrumento legítimo de reorganização econômica, que visa preservar atividades, empregos e honrar compromissos, não sendo uma ‘armadilha’”.

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