Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Aquicultura

Economia na Tilapicultura: Brasil ameaça produção de tilápia, mas libera importação do Vietnã

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros afirma que a possível classificação da tilápia como espécie invasora representa risco à aquicultura nacional e cria incoerência regulatória ao permitir a entrada do mesmo produto importado

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Economia na Tilapicultura: Brasil ameaça produção de tilápia, mas libera importação do Vietnã

A recente proposta de inclusão da tilápia na lista de espécies invasoras pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) reacendeu o debate sobre os rumos da aquicultura brasileira, especialmente diante da decisão do governo de autorizar a importação pela JBS do pescado produzido no Vietnã. Para o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, não se trata de uma simples contradição, mas de uma ameaça concreta à cadeia produtiva no país.

Segundo Medeiros, o risco é “real”, apesar das notas divulgadas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e pelo Ministério do Meio Ambiente afirmando que a possível classificação não afetaria a produção nacional. Ele lembra que, durante a COP 15, o Brasil — ao lado de outros 187 países — assumiu o compromisso de erradicar 50% das espécies invasoras até 2030. “Esse é um compromisso global. Portanto, se a tilápia for classificada como invasora, a pressão para erradicação vai existir”, afirma.

O presidente da entidade alerta ainda que o setor produtivo pode enfrentar barreiras indiretas relacionadas às exigências de compliance ambiental da indústrias, especialmente das grandes empresas. “Essas companhias não podem adquirir ou financiar matérias-primas associadas a práticas que degradem o meio ambiente. Quando se classifica uma espécie como invasora, está se declarando que ela causa prejuízos ambientais. Empresas que trabalham com sustentabilidade não podem se vincular a isso”, explica.

Outro ponto levantado por Medeiros é a natureza política da medida, que, segundo ele, ameaça a competitividade da cadeia nacional ao mesmo tempo em que permite a entrada do mesmo produto vindo do exterior. “Os impactos que a tilápia provoca aqui também provoca no Vietnã, porque a espécie não é nativa de lá. No entanto, enquanto se cria um impedimento para produzir no Brasil, continuaremos importando de lá”, criticou.

Medeiros ressalta que a discussão vai além do setor produtivo e reacende o debate sobre a coerência das políticas públicas para a aquicultura no país. Para ele, decisões como essa, quando tomadas sem alinhamento técnico entre os órgãos federais, tendem a gerar ruídos regulatórios e prejudicar a previsibilidade necessária para o desenvolvimento sustentável da atividade.

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