O curativo de pele de tilápia da Universidade Federal do Ceará é licenciado para produção em larga escala. Saiba mais sobre essa inovação
Curativo de pele de tilápia da Universidade Federal do Ceará chega ao mercado: inovação licenciada para produção em larga escala

A tecnologia da pele de tilápia, desenvolvida nos laboratórios da Universidade Federal do Ceará (UFC) e reconhecida internacionalmente por reduzir drasticamente a dor em pacientes queimados, deu um passo decisivo para chegar aos hospitais do país. A UFC assinou um contrato de licenciamento que permitirá, pela primeira vez, a produção em larga escala do curativo biológico, sem abrir mão da patente, que continua sendo integralmente da universidade e de seus inventores.
O contrato concede ao consórcio Biotec’s (formado pelas empresas Biotec Solução Ambiental e Biotec Controle Ambiental) o direito de explorar comercialmente o curativo por 14 anos, mediante o pagamento de um valor inicial de R$ 850 mil e royalties de 3,7% sobre a receita líquida das vendas.
Impacto na Saúde e Economia
A inovação tem potencial para transformar a realidade de milhares de pacientes queimados anualmente no Brasil.
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- Previsão de Lançamento: O produto deve chegar ao mercado em até cinco anos para uso humano e em até três anos para uso veterinário.
- Controle da Dor e Economia: O curativo adere ao corpo, praticamente se integrando ao tecido. Os pacientes costumam ter a dor reduzida em até 48 horas, diminuindo drasticamente a necessidade de morfina e as idas ao centro cirúrgico. Isso gera uma economia estimada de pelo menos 50% para hospitais, impactando significativamente o Sistema Único de Saúde (SUS), que deverá ser o maior comprador.
- Capacidade de Produção: A Biotec avalia instalar a fábrica em São Paulo, investindo R$ 48 milhões. A unidade terá capacidade para produzir cerca de 1 milhão de curativos no primeiro ano, com estimativa de atingir 30 milhões em três anos.
A Biotec destaca que esse licenciamento é um exemplo de conhecimento aplicado capaz de transformar vidas, gerar empregos e fortalecer a economia. A transferência de tecnologia de universidades públicas para o setor privado ainda é rara no Brasil, especialmente no Nordeste, o que torna o avanço ainda mais simbólico.
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