Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Sanidade

Estudo detecta Salmonella em pisciculturas do Centro-Oeste e reforça alerta para biossegurança

Saiba mais sobre o estudo que detecta Salmonella em pisciculturas do Centro-Oeste e as medidas de biossegurança necessárias

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Estudo detecta Salmonella em pisciculturas do Centro-Oeste e reforça alerta para biossegurança

Levantamento conduzido pela Embrapa Agroindústria de Alimentos identificou a presença de Salmonella spp. em sistemas de produção aquícola no Centro-Oeste brasileiro, com detecção em 88% das propriedades avaliadas e em 31,5% das amostras coletadas no Mato Grosso, principal polo produtor de peixes nativos do país.

O estudo foi coordenado pela pesquisadora Fabíola Fogaça, com participação da Universidade Federal do Mato Grosso, e reforça a necessidade de intensificação das medidas de vigilância sanitária e biossegurança nos ambientes de cultivo.

Avaliação abrangeu diferentes matrizes ambientais e biomas

A pesquisa analisou 184 amostras coletadas em viveiros localizados nos biomas Pantanal e Cerrado, incluindo peixes, água, sedimentos, ração e fezes de animais presentes nas áreas produtivas.

As análises microbiológicas, realizadas com protocolos internacionais e confirmadas por testes moleculares, identificaram dez sorotipos distintos da bactéria, com predominância de Saintpaul e Newport. Também foram observados níveis moderados de resistência a antimicrobianos, sem registro de cepas multirresistentes.

Vísceras e período seco apresentam maior risco de contaminação

Os resultados indicaram maior incidência do patógeno nas vísceras dos peixes, além de maior ocorrência durante o período seco, sugerindo influência direta de fatores ambientais e de manejo na dinâmica de contaminação.

Essas evidências permitem identificar pontos críticos ao longo da produção, contribuindo para o desenvolvimento de protocolos mais eficientes de biossegurança na piscicultura.

Risco ao consumidor depende do processamento e preparo do pescado

Segundo os pesquisadores, a presença da bactéria nos viveiros não implica, necessariamente, contaminação do produto final. Etapas como processamento industrial, higienização e cocção adequada são determinantes para a eliminação do patógeno.

Estudo complementar com 55 cepas isoladas de tambatinga indicou ausência de sorotipos associados a surtos humanos graves, como Typhi, Enteritidis e Typhimurium, além de sensibilidade aos antibióticos testados, apontando baixo risco de resistência nas condições avaliadas.

Manejo e fluxo industrial são pontos-chave para controle sanitário

Entre os principais fatores de risco estão o acesso de animais silvestres, domésticos e de criação aos viveiros, favorecendo a contaminação da água e do solo. Espécies como aves, jacarés, capivaras e suínos podem atuar como vetores do patógeno.

Outro ponto crítico está no processamento industrial. Pesquisadores indicam que a inversão das etapas — com retirada de vísceras e guelras antes da lavagem com água hiperclorada — pode aumentar a eficiência no controle microbiológico.

Biossegurança é determinante para sustentabilidade da aquicultura

Os resultados reforçam a importância de estratégias integradas de biossegurança, desde o manejo nos viveiros até o processamento e preparo final do pescado. O avanço dessas práticas é essencial para garantir a segurança alimentar, a sustentabilidade da produção e a competitividade da aquicultura brasileira no mercado interno e internacional.

Referência: EMBRAPA
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