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Piscicultura

MPA debate potencial de espécies nativas da Amazônia em evento da FAO

Pela primeira vez em Santarém (PA), workshop internacional reúne autoridades e pesquisadores para impulsionar a produção sustentável de espécies como tambaqui e pirarucu; setor aquícola nacional atinge 882 mil toneladas por ano

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MPA debate potencial de espécies nativas da Amazônia em evento da FAO
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), representado pelo ministro Edipo Araujo, cumpriu agenda institucional nesta segunda-feira, 10 de agosto, no distrito de Alter do Chão, em Santarém (PA). A comitiva participou de um fórum promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em parceria com a Infopesca e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). É a primeira oportunidade em que o município paraense sedia o encontro internacional voltado ao desenvolvimento do setor aquícola na Bacia Amazônica.
A programação foi dedicada à análise do panorama produtivo, à troca de conhecimentos científicos e ao estabelecimento de diretrizes de cooperação regional para fortalecer o cultivo sustentável de espécimes nativos de alto valor econômico.

Panorama da Agenda Institucional e do Setor

Parâmetro / EixoDetalhamento das Atividades e Dados
Evento PrincipalWorkshop “Estado e perspectivas futuras das principais espécies de peixes comerciais cultivadas na bacia amazônica”
Organizadores e ParceirosFAO, Infopesca, Embrapa e Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)
LocalizaçãoAlter do Chão, Santarém (PA)
Espécies Nativas FocoTambaqui, Pirarucu, Pacu/Paco, Matrinxã e Bagres Amazônicos
Volume da Aquicultura Nacional~ 882,3 mil toneladas/ano
Volume da Pesca Extrativa Nacional~ 485,7 mil toneladas/ano
Agendas ComplementaresRoda de conversa na UFOPA e visita técnica ao IFPA (Campus Santarém)

Foco Científico nas Espécies Nativas de Alto Valor Comercial

O workshop “Estado e perspectivas futuras das principais espécies de peixes comerciais cultivadas na bacia amazônica” concentrou os debates na expansão tecnológica do manejo de peixes nativos. O objetivo do grupo de trabalho é mapear gargalos produtivos, aprimorar técnicas de reprodução em cativeiro, nutrição animal e sanidade, além de formular recomendações conjuntas para o mercado sul-americano.
Entre os principais alvos das pesquisas e políticas de fomento apresentadas no painel, destacam-se:
  • Tambaqui (Colossoma macropomum): Principal espécie da piscicultura de água doce do país, com alta aceitação de mercado e rápida conversão alimentar;
  • Pirarucu (Arapaima gigas): Um dos maiores peixes de água doce do planeta, reconhecido pelo grande rendimento de filé sem espinhas e elevado valor gastronômico;
  • Pacu e Paco (Piaractus spp.): Espécies rústicas com forte apelo em sistemas de cultivo consorciados e comerciais;
  • Matrinxã (Brycon spp.): Peixe de alta mobilidade e valor comercial na região Norte;
  • Bagres Amazônicos (Pseudoplatystoma spp.) e Híbridos: Variedades como o surubim e o pintado, valorizados pela qualidade da carne e pelo potencial de exportação.

Crescimento da Aquicultura e Consolidação da Segurança Alimentar

Durante sua intervenção no evento, o ministro Edipo Araujo apresentou dados consolidados sobre a transição do perfil produtivo do pescado no Brasil. A atividade cultivada ultrapassou definitivamente os volumes colhidos pela atividade extrativista tradicional, consolidando o país como uma das potências emergentes da aquicultura global.
O avanço do setor tem papel determinante na redução da pressão sobre os estoques pesqueiros naturais dos rios amazônicos, além de atuar como vetor de inclusão social e geração de renda nas comunidades ribeirinhas.
De acordo com Edipo Araujo, Ministro da Pesca e Aquicultura., “atualmente, a aquicultura brasileira alcança cerca de 882,3 mil toneladas anuais, superando a produção da pesca extrativa, que registra aproximadamente 485,7 mil toneladas por ano. Esses números indicam a participação crescente da atividade aquícola na oferta de pescado, na conservação dos estoques pesqueiros naturais, na segurança alimentar e nutricional, no desenvolvimento regional e na geração de renda para as famílias, especialmente para as mulheres.”

Diálogo Acadêmico e Integração com Instituições Federais

No período da tarde, a comitiva do MPA deu continuidade à agenda de compromissos no município de Santarém com foco em educação e formação profissional para o setor aquícola:
  1. Roda de Conversa na UFOPA: Realizada na Universidade Federal do Oeste do Pará, a atividade reuniu docentes, estudantes e lideranças locais para discutir o aprimoramento de políticas públicas, extensão universitária e incentivos à pesquisa científica voltada para a pesca e aquicultura na região amazônica.
  2. Visita Técnica ao IFPA: O ministro e sua equipe visitaram as instalações do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (Campus Santarém), inspecionando laboratórios e projetos voltados à capacitação técnica de jovens para a cadeia produtiva do pescado.

Fonte: MPA

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