Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,42 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx

Especialistas dizem que etanol pode virar commodity

Programa do álcool brasileiro utiliza como matéria-prima a cana-de-açúcar, que custa menos do que o etanol de milho produzido pelos EUA.

Redação (25/03/2009) – O fortalecimento do mercado de etanol na América Latina e a diminuição de barreiras tarifárias podem ajudar o produto a virar commodity internacional. É o que defendem especialistas que participam do Sugar and Ethanol Brazil, evento que discute o setor sucroalcooleiro, realizado até esta quinta (26), em São Paulo.

Brasil e Estados Unidos lideram a produção mundial de etanol. O programa do álcool brasileiro utiliza como matéria-prima a cana-de-açúcar, que tem um custo menor do que o etanol de milho, produzido pelos Estados Unidos. Os mercados domésticos dos dois países já estão consolidados, a busca agora é pelo comércio internacional do produto. Uma das saídas para o Brasil conquistar mais mercados é fortalecer as parcerias com países da América Latina.

Além do Brasil, a Argentina e a Colômbia são os países da América Latina mais avançados na produção de etanol. Na década de 80, a Argentina chegou a implantar um programa de álcool, mas que durou poucos anos. Agora, o governo argentino estabeleceu uma mistura de 5% de etanol na gasolina até 2010. A Colômbia já faz a mistura de 10% desde 2005.

O diretor da associação dos produtores de cana da Colômbia, a Assocaa, Alexander Carvajal, veio representar a Colômbia no evento. Segundo o diretor, no ano passado, o país produziu 280 milhões de litros de etanol. Neste ano, a expectativa é chegar aos 320 milhões de litros. "Copiamos o programa do Brasil e a nossa meta é chegar num momento em que toda a frota colombiana deve usar flex, como a maioria dos veículos no Brasil, assim como chegar à porcentagem de mistura que há no Brasil", diz Carvajal.

Para o presidente do comitê de agroenergia da Associação Brasileira de Agribusiness, Luiz Carlos Correa Carvalho, as parcerias latino-americanas têm que se fortalecer. Porém, é mais importante fazer mais negociações com os Estados Unidos e assim construir o mercado internacional. "Eu defendo isso, a Abag defende isso. Nós estamos começando a conversar com autoridades e imaginamos que o presidente Obama tem uma grande chance, assim como o presidente Lula de consolidar a liderança, partindo de um trabalho das Américas, livre desse vício do petróleo", afirma Carvalho.

O principal entrave para o etanol brasileiro são as barreiras tarifárias. Para entrar nos Estados Unidos, a taxa para o álcool é de US$ 0,14 por litro. Na Europa, a taxa é ainda mais alta, 19 centavos de euro por litro de etanol.

O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, acredita que não haverá oferta se não houver demanda. "A demanda hoje é bloqueada por tarifas, que é uma coisa totalmente contraditória, porque o mundo hoje quer se livrar do petróleo, que é escasso, altamente poluente, mas o petróleo circula livremente pelo mundo. E a melhor alternativa comercial, que são os biocombustíveis, são altamente taxados. Então, não dá para falar em etanol como commodity global, enquanto as tarifas não caírem. E é isso que vai criar o mercado", Janik.

Se o etanol fosse visto como produto energético ao invés de produto agrícola, as taxas aplicadas seriam menores, explica Christoph Berg, presidente da consultoria de commodities alemã F.O Litch. Ele elogiou o desenvolvimento brasileiro na produção e citou o crescimento do setor na Colômbia e Argentina. As parcerias são o primeiro passo para criar o mercado internacional.

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