Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Infraestrutura

Velocidade da luz é menor no RS

Crescimento gaúcho no número de propriedades com energia é inferior ao nacional. Avicultura e Suinocultura dependem de eletricidade.

Crescimento gaúcho no número de propriedades rurais com energia é inferior ao nacional, mas no Estado há maior cobertura. Enquanto em uma década o percentual de estabelecimentos agropecuários com energia elétrica quase dobrou no País, no Estado o crescimento foi mais lento. Conforme o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em todo o Brasil a parcela de propriedades rurais onde chega a luz saltou de 39% para 68% entre a edição anterior e a mais atual. No Rio Grande do Sul, o percentual subiu de 72% para 85,4%.

Paulo Milano, diretor da Siclo, consultoria especializada em energia elétrica, avalia que a menor velocidade da luz no campo gaúcho se deve ao fato de que o Rio Grande do Sul já está razoavelmente bem eletrificado, comparado a outros Estados.

“Aqui nasceram e se desenvolveram as maiores cooperativas de eletrificação rural, que tiveram um papel importante na cobertura. O Estado também é pioneiro no sistema monofásico retorno por terra, desenvolvido por universidades locais, que leva cargas pequenas por um fio só, na maioria das vezes de arame galvanizado em vez de cobre, o que torna a rede mais barata”, detalha o especialista.

Abrangência de sinal de internet é deficitário

Embora permitam que as propriedades rurais recebam iluminação e força suficiente para abastecer pequenos motores, como de refrigeradores e freezers, essa solução tem uma desvantagem, explica Milano: não suporta o funcionamento de grande motores, como os usados em secadores de arroz, sistemas elétricos de aviários e misturadores de ração.

“A principal finalidade é dar mais conforto à residência, mas ajuda pouco na produção”, ressalva Milano.

Amauri Miotto, diretor tesoureiro da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado (Fetag), é otimista sobre o alcance da eletrificação: estima que dentro de cinco anos a eletricidade deve chegar à totalidade das propriedades rurais gaúchas. “Há problemas localizados, mas que podem ser resolvidos”, pondera.

Mais do que a universalização do fornecimento, ressalta, há desafios a superar na ampliação da capacidade da rede. O programa federal Luz para Todos, que busca a cobertura total, tem foco na iluminação, não na força para alimentar motores mais exigentes. Entre os segmentos do agronegócio mais dependentes de energia no Estado estão a avicultura, a produção de leite e o cultivo de arroz.

Além da melhora na qualidade do abastecimento de energia, conclui Miotto, o campo gaúcho precisa de maior abrangência de sinal de internet. Segundo o IBGE, só 2,3% das propriedades eletrificadas têm acesso à rede mundial de computadores.

“No interior, há muita carência de sinal, o que torna mais difícil despertar para a importância da informação. E, hoje, quem não está informado, está fora”,  pondera Miotto.

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