Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,42 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
Infraestrutura

Velocidade da luz é menor no RS

Crescimento gaúcho no número de propriedades com energia é inferior ao nacional. Avicultura e Suinocultura dependem de eletricidade.

Crescimento gaúcho no número de propriedades rurais com energia é inferior ao nacional, mas no Estado há maior cobertura. Enquanto em uma década o percentual de estabelecimentos agropecuários com energia elétrica quase dobrou no País, no Estado o crescimento foi mais lento. Conforme o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em todo o Brasil a parcela de propriedades rurais onde chega a luz saltou de 39% para 68% entre a edição anterior e a mais atual. No Rio Grande do Sul, o percentual subiu de 72% para 85,4%.

Paulo Milano, diretor da Siclo, consultoria especializada em energia elétrica, avalia que a menor velocidade da luz no campo gaúcho se deve ao fato de que o Rio Grande do Sul já está razoavelmente bem eletrificado, comparado a outros Estados.

“Aqui nasceram e se desenvolveram as maiores cooperativas de eletrificação rural, que tiveram um papel importante na cobertura. O Estado também é pioneiro no sistema monofásico retorno por terra, desenvolvido por universidades locais, que leva cargas pequenas por um fio só, na maioria das vezes de arame galvanizado em vez de cobre, o que torna a rede mais barata”, detalha o especialista.

Abrangência de sinal de internet é deficitário

Embora permitam que as propriedades rurais recebam iluminação e força suficiente para abastecer pequenos motores, como de refrigeradores e freezers, essa solução tem uma desvantagem, explica Milano: não suporta o funcionamento de grande motores, como os usados em secadores de arroz, sistemas elétricos de aviários e misturadores de ração.

“A principal finalidade é dar mais conforto à residência, mas ajuda pouco na produção”, ressalva Milano.

Amauri Miotto, diretor tesoureiro da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado (Fetag), é otimista sobre o alcance da eletrificação: estima que dentro de cinco anos a eletricidade deve chegar à totalidade das propriedades rurais gaúchas. “Há problemas localizados, mas que podem ser resolvidos”, pondera.

Mais do que a universalização do fornecimento, ressalta, há desafios a superar na ampliação da capacidade da rede. O programa federal Luz para Todos, que busca a cobertura total, tem foco na iluminação, não na força para alimentar motores mais exigentes. Entre os segmentos do agronegócio mais dependentes de energia no Estado estão a avicultura, a produção de leite e o cultivo de arroz.

Além da melhora na qualidade do abastecimento de energia, conclui Miotto, o campo gaúcho precisa de maior abrangência de sinal de internet. Segundo o IBGE, só 2,3% das propriedades eletrificadas têm acesso à rede mundial de computadores.

“No interior, há muita carência de sinal, o que torna mais difícil despertar para a importância da informação. E, hoje, quem não está informado, está fora”,  pondera Miotto.

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