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União Europeia nega embargo à carne brasileira e cobra regras sanitárias

Bloco europeu afirma que restrições estão ligadas ao uso de antimicrobianos na produção animal

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União Europeia nega embargo à carne brasileira e cobra regras sanitárias

A União Europeia negou que tenha imposto um embargo à carne brasileira, mas confirmou a adoção de restrições relacionadas ao cumprimento de normas sanitárias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

A declaração foi feita pelo comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, durante o II Fórum de Investimentos UE-Brasil: Acordo de Parceria UE-Mercosul, realizado em Brasília.

Segundo o representante europeu, a medida faz parte das exigências regulatórias adotadas pelo bloco e não deve ser interpretada como uma proibição formal às exportações brasileiras.

“Não há embargo. Isso faz parte de acordos totalmente compatíveis”, afirmou Síkela durante coletiva de imprensa.

União Europeia retira Brasil de lista de fornecedores

A discussão ocorre após a Comissão Europeia oficializar a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer determinados produtos de origem animal ao bloco a partir de 3 de setembro.

De acordo com a justificativa apresentada pela União Europeia, o Brasil não apresentou garantias adicionais consideradas necessárias para comprovar o cumprimento das regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

A medida afeta diretamente setores exportadores de proteína animal e gera preocupação entre empresas do agronegócio que mantêm negócios com o mercado europeu.

Carne brasileira segue no centro das negociações

O tema ganhou relevância em meio às discussões sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, considerado estratégico para ampliar o comércio entre os blocos.

Segundo Síkela, a preocupação da UE está relacionada à necessidade de assegurar que a produção animal destinada ao mercado europeu atenda aos padrões sanitários exigidos pelo bloco, especialmente em relação ao uso de substâncias antimicrobianas.

Governo brasileiro busca solução

Do lado brasileiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo federal está mobilizado para encontrar uma solução para o impasse.

Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministérios envolvidos deverão atuar junto às autoridades europeias para buscar um entendimento que preserve o acesso dos produtos brasileiros ao mercado da União Europeia.

O caso ocorre em um momento importante para o comércio internacional da carne brasileira, que segue ampliando mercados e registrando forte demanda em diferentes regiões do mundo.

Setor acompanha impactos

Representantes do agronegócio acompanham as negociações com atenção, uma vez que a União Europeia permanece entre os mercados estratégicos para produtos de origem animal.

A expectativa é que o diálogo entre os governos avance nos próximos meses para esclarecer as exigências regulatórias e reduzir possíveis impactos sobre as exportações brasileiras.

Fonte: Estadão

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