Especialistas consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que esse movimento é consequência do recente “enxugamento” na oferta de carne
Preços da carne de frango reagem após queda e aquecimento da demanda no Brasil

Os preços da carne de frango, que vinham apresentando quedas desde março deste ano no mercado brasileiro, deram sinal de recuperação no início de agosto. Especialistas consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que esse movimento é consequência do recente “enxugamento” na oferta de carne, que vinha sendo um dos principais fatores de pressão sobre os preços.
Além disso, a demanda por carne de frango também apresentou um aumento característico neste início de mês. Esse aquecimento se deve ao pagamento de salários e ao consequente aumento do poder de compra de uma grande parcela da população. A tradição desse padrão de comportamento impulsiona a demanda no começo de cada mês.
Por outro lado, as exportações brasileiras de carne de frango, considerando tanto produtos in natura quanto processados, apresentaram um recuo entre junho e julho deste ano. Apesar dessa queda, os números ainda se mantiveram acima do volume exportado no mesmo período de 2022. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as vendas externas totalizaram 432,1 mil toneladas em julho, o que representou uma ligeira diminuição de 3% em relação ao mês anterior. No entanto, esse volume foi 6,6% maior do que o registrado em julho do ano anterior.
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O cenário atual do mercado de carne de frango no Brasil reflete uma complexa interação entre fatores internos, como a oferta e a demanda, bem como externos, como as exportações. A oscilação nos preços e nas quantidades comercializadas tem impactos tanto na economia doméstica quanto na balança comercial do país. A evolução desse mercado continuará sendo acompanhada de perto por analistas e especialistas, à medida que o setor se adapta às variações conjunturais.





















