Mercado de grãos reage à colheita no Brasil. Entenda o impacto na soja e a expectativa de safra de 175 milhões de toneladas
Colheita no Brasil pressiona Chicago: Soja recua com expectativa de safra de 175 milhões de toneladas

O mercado internacional de grãos reagiu imediatamente aos primeiros sinais das colheitadeiras em campo no Brasil. Nesta segunda-feira (29/12), os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago fecharam em baixa, com o vencimento março recuando 0,84%, cotado a US$ 10,6350 por bushel. O movimento reflete a pressão de oferta da América do Sul, onde as perspectivas de uma “super safra” brasileira começam a se materializar.
Relatórios de consultorias como Royal Rural e Granar confirmam o início dos trabalhos de colheita nas áreas mais precoces de Mato Grosso, principal estado produtor. As análises iniciais indicam boa produtividade, o que reforça as projeções de uma safra nacional que pode superar 175 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. Apesar do otimismo produtivo, há pontos de atenção climática: altas temperaturas e chuvas irregulares estão no radar para os próximos dias, embora ainda não tenham revertido a tendência de baixa nos preços globais.
No mercado físico brasileiro, o clima é de baixa liquidez típica de fim de ano. O indicador Cepea no porto de Paranaguá permaneceu praticamente estável, cotado a R$ 142,60. Diante de um cenário onde a oferta supera a demanda, o analista Ariel Nunes (Gran Center Commodities) é categórico: “Não é hora de segurar a soja. Sempre que houver picos de alta, é preciso vender”. O efeito de realização de lucros também derrubou outros grãos em Chicago, com o trigo caindo 1,16% e o milho recuando 1,72%.
Leia também no Agrimídia:
- •ABCS promove Escola de Gestores 2026 com foco em comportamento do consumidor e decisões estratégicas no mercado de proteínas
- •Porto de Paranaguá consolida liderança global na exportação de frango congelado em janeiro de 2026
- •Suinocultura registra queda de preços e depende das exportações para ajuste interno
- •Filipinas reduzem drasticamente casos de Peste Suína Africana e projetam avanço da suinocultura em 2026
Referência: Valor Econômico


















