A indústria avícola da Venezuela vive um renascimento, projetando um crescimento considerável até 2026. Saiba mais
Venezuela pós-Maduro: Avicultura dispara e projeta crescimento de até 25% em 2026

A indústria avícola da Venezuela vive um momento de otimismo cauteloso e crescimento agressivo. Após as recentes mudanças políticas que marcaram a saída de Nicolás Maduro, o setor produtivo respira novos ares e projeta uma expansão de 20% a 25% para 2026.
Os dados da Federação Nacional Avícola da Venezuela (Fenavi) mostram que a recuperação já vinha ocorrendo: em 2024, a produção de frangos saltou 25,6% (324 milhões de cabeças), e o ritmo se manteve forte ao longo de 2025.
Segundo o consultor Rafael Fernández, esse índice de crescimento não encontra paralelo em nenhum outro país da América Latina hoje. A importação de genética (pintinhos e ovos férteis) do Brasil, Colômbia e Europa segue fluindo bem para abastecer as granjas. O consumo interno, reprimido por anos de crise, está voltando com força.
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No entanto, há uma “pedra no sapato” desse renascimento: a logística de grãos. A infraestrutura portuária venezuelana — especificamente em Maracaibo, Puerto Cabello e La Guaira, encontra-se “bastante deteriorada e operando em nível mínimo”. Sem portos eficientes para receber o milho e a soja (bases da ração), o crescimento projetado pode ser estrangulado pela falta de comida para as aves.
O desafio do novo governo fragmentado será reconstruir essa infraestrutura a tempo de sustentar o “boom” da proteína animal, tema que será central no Congresso Nacional de Avicultura em Caracas, confirmado para maio deste ano.
Referência: Watt Poultry























