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Estudo

Leveduras bioengenheiradas como estratégia contra a influenza aviária

Descubra como leveduras bioengenheiradas podem ser uma estratégia contra a influenza aviária e fortalecer o sistema imunológico das galinhas

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Leveduras bioengenheiradas como estratégia contra a influenza aviária

Células de levedura bioengenheiradas podem ajudar o sistema imunológico das galinhas a estar mais bem preparado para combater infecções por influenza aviária altamente patogênica (IAAP). A proposta surge em um contexto de recorrentes surtos da doença, que resultam, todos os anos, na morte de centenas de milhares de aves.

Segundo Sha Jin, professora do Departamento de Engenharia Biomédica da Faculdade de Engenharia e Ciências Aplicadas Thomas J. Watson, da Universidade de Binghamton, ainda não existe uma vacina em uso na indústria avícola capaz de prevenir a doença.

Objetivo e estrutura do projeto

O projeto tem duração prevista de três anos e busca testar a eficácia e a segurança de células de levedura modificadas geneticamente para conter a proteína hemaglutinina — a mesma presente no vírus H5N1 causador da IAAP.

A Universidade de Binghamton será responsável pela produção da vacina à base de levedura. Já a Universidade Estadual da Pensilvânia conduzirá os testes em animais, utilizando uma instalação de biossegurança de nível 3+, adequada para o manuseio de materiais infecciosos.

Testes em aves e avaliação da resposta imunológica

Os testes incluem a vacinação de aves experimentais e a medição da resposta imunológica gerada. Em seguida, serão realizados experimentos de desafio, nos quais as aves vacinadas serão expostas a múltiplas cepas do vírus da influenza aviária.

O objetivo é avaliar tanto a amplitude da proteção quanto sua durabilidade ao longo do tempo, verificando se a vacina à base de levedura pode oferecer proteção ampla e prolongada contra a IAAP.

Vantagens da vacina à base de levedura

Um dos pontos centrais do estudo é a diferença entre essa abordagem e as vacinas tradicionais contra a IAAP, que normalmente utilizam o vírus inativado. Esse tipo de vacina dificulta a distinção entre aves vacinadas e aves infectadas, o que gera preocupações comerciais.

A vacina à base de levedura não apresentaria esse problema. Além disso, o fermento possui outras vantagens: é estável à temperatura ambiente, não exige equipamentos especiais para aplicação e tem baixo custo de produção. O fermento também já é utilizado como ingrediente em rações para frangos, com foco no fortalecimento da imunidade.

Armazenamento, logística e custo

Diferentemente das vacinas de mRNA ou DNA, que exigem refrigeração constante para armazenamento, transporte e manuseio, a vacina à base de levedura pode ser armazenada e transportada em temperatura ambiente. Essa característica reduz significativamente os custos logísticos e facilita a aplicação em larga escala.

Financiamento e pesquisas complementares

O projeto é financiado por um prêmio do programa Highly Pathogenic Avian Influenza (HPAI) Poultry Innovation Grand Challenge Award, criado para estimular pesquisas voltadas à prevenção, terapias, desenvolvimento de vacinas, transmissão da doença e soluções de biossegurança.

Além desse estudo, também foi premiada uma pesquisa sobre o uso de luz ultravioleta C distante como ferramenta para prevenir a disseminação da IAAP em granjas avícolas.

Referência: WATTAgnet

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