Geraldo Alckmin projeta retomar corrente de US$ 15 bilhões, impulsionar o agronegócio e defender o setor produtivo nacional diante de barreiras externas
Brasil quer dobrar comércio com a Coreia do Sul e envia missão oficial para liberar carne em agosto

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, anunciou que o Brasil tem como meta dobrar a corrente de comércio com a Coreia do Sul nos próximos dois anos.
A declaração ocorreu nesta terça-feira (28), durante evento da ApexBrasil. Segundo Alckmin, a troca comercial entre as duas nações, que já chegou ao patamar histórico de US$ 15 bilhões, hoje gira em torno de US$ 10 bilhões, abrindo margem para expansão das vendas brasileiras de produtos de maior valor agregado.
Missão diplomática das carnes em agosto
Como parte da estratégia para ampliar o comércio bilateral, o governo brasileiro enviará, em agosto, uma missão técnica e diplomática a Seul focada exclusivamente na abertura do mercado sul-coreano para as proteínas animais brasileiras.
Leia também no Agrimídia:
- •Canadá eleva padrão de biossegurança e torna obrigatório o uso de barreiras físicas em galpões de frango
- •Avicultura Industrial será homenageada com Troféu Imprensa do Instituto Ovos Brasil
- •Copacol investe R$ 77 milhões em nova estrutura no Sudoeste do Paraná e expande atuação em Realeza
- •Coreia do Sul é alvo estratégico para a carne brasileira, mas exige acordo sanitário
Além do setor de alimentos e carnes, o governo identificou alto potencial de cooperação e novos negócios em:
Biocombustíveis e energia limpa;
Inteligência Artificial;
Máquinas e equipamentos industriais;
Indústria de Defesa.
“Eles são grandes compradores globais. O Brasil tem capacidade e escala para vender mais e com melhores margens de valor”, diz Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do MDIC.
Apoio contra barreiras externas e foco na reciprocidade
Ao comentar o cenário de novas barreiras tarifárias impostas ao comércio internacional, Alckmin detalhou que a estratégia de defesa comercial do Brasil atua em duas frentes complementares:
Proteção interna: Concessão de linhas de crédito e suporte financeiro às empresas e setores afetados por restrições externas.
Diversificação de mercados: Busca ativa por novos parceiros comerciais por meio da ApexBrasil e de missões de prospecção, como as recentemente realizadas à Índia e à Coreia do Sul.
Sobre a possibilidade de responder a retaliações tarifárias de outros blocos, Alckmin enfatizou que o país atua dentro do arcabouço da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“Reciprocidade é uma possibilidade prevista nas regras internacionais, não é retaliação”, afirma Geraldo Alckmin.
O vice-presidente reforçou o compromisso do Brasil com o multilateralismo e com a manutenção de regras previsíveis e equilibradas para o comércio global.
Fonte: CNN























