Com a semeadura no ritmo mais rápido desde 2018/19 e previsão de safra recorde, transportadoras precisam antecipar decisões sobre frota, motoristas e rotas
Plantio antecipado da soja acelera planejamento logístico no Norte do Paraná

O Paraná encerrou setembro com 28% da área prevista para a soja 2026/27 já plantada, o ritmo mais acelerado para o período desde a safra 2018/19, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do estado. A estimativa preliminar do órgão é de 22,6 milhões de toneladas, cerca de 4% acima das 21,8 milhões da safra anterior, o que pode representar um novo recorde estadual se o clima continuar favorável. A projeção considera uma área de aproximadamente 5,76 milhões de hectares e produtividade média próxima de 3.930 kg por hectare.
O plantio adiantado não garante que toda a colheita também será antecipada, mas indica a necessidade de preparar a logística com antecedência. No Norte do Paraná, onde o agronegócio movimenta grande parte das cargas, as transportadoras precisam se antecipar na manutenção da frota, na disponibilidade de motoristas, na contratação de agregados, na definição de rotas e na programação com cooperativas e armazéns.
“A logística da safra começa muito antes de o primeiro caminhão ser carregado. O desafio não é apenas transportar uma safra maior, mas estar preparado para atender a demanda no momento em que ela acontecer”, afirma Marcio Pozzer, diretor regional do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar) em Londrina.
Leia também no Agrimídia:
- •Técnicas para criação de galinhas fortalecem a segurança alimentar de comunidades pantaneiras
- •Queda do milho reduz referência de custo; câmbio exige revisão das contas
- •Copacol completa 63 anos e prevê R$ 1 bilhão em investimentos até 2028
- •EUA investem US$ 325 milhões em 42 projetos de conservação em propriedades rurais
Eficiência além da frota
Segundo Pozzer, uma safra maior tende a concentrar volumes em determinados períodos, o que aumenta a importância da coordenação entre transporte, armazenagem e expedição. Para ele, a capacidade de transporte não depende só do número de caminhões, mas de como eles são usados. Um veículo que fica horas esperando para carregar ou descarregar deixa de fazer outras viagens. Infraestrutura rodoviária, capacidade dos armazéns e tempo de carga e descarga também podem limitar a operação.
O Setcepar defende a troca antecipada de informações entre produtores, cooperativas, armazéns e transportadoras para reduzir improvisos e distribuir melhor os fluxos durante a colheita. “O maior risco não é necessariamente faltar caminhão, mas utilizar de forma ineficiente a capacidade que já temos. Uma safra recorde precisa vir acompanhada de uma logística igualmente preparada e produtiva”, conclui Pozzer.
Fonte: Setcepar Londrina
























