Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 159,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,31 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,57 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,41 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.349,04 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,81 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,09 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Colesterol de menos ou a mais?

MAPA proibiu a venda de ovos com anúncio de baixo colesterol no rótulo e até nomeou uma comissão técnica especial para elaborar uma normatização e padrozinação das análises nestes casos.

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Redação AI 21/04/2003 – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) proibiu em janeiro deste ano a venda de ovos de galinhas, denominados com qualidade especial, em embalagens com informações nutricionais complementares. Ou seja, com rótulos que destacam que o produto apresenta baixos níveis de colesterol. A proibição saiu no dia 16 de janeiro, a partir da publicação no Diário Oficial da União da Instrução Normativa n 3, que tem como base o Código de Defesa do Consumidor, que prevê a possibilidade de declarações de qualidade de total responsabilidade da indústria produtora.

A medida, porém, não contesta a qualidade do produto em si. “Sob o aspecto de saúde pública, o alimento em questão é sadio, seguro e confiável”, explicou o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Rui Vargas, à imprensa.

Um estudo feito na Universidade de São Paulo (USP), e divulgado em outubro de 2002, pela Agência de Notícias da Universidade (Boletim n 1066, de 9 de outubro) analisou dez marcas de ovos, incluindo duas que alegavam ter colesterol reduzido. No caso desses ovos especiais, a quantidade de colesterol que eles tinham era maior do que a estampada na embalagem do produto.

“Os ovos analisados anunciavam 40% menos colesterol no rótulo, enquanto que, é sabido pelos especialistas em avicultura de postura, que a ave consegue reduzir o nível de colesterol no ovo até uma certa idade, e numa porcentagem entre 20% e 25% no máximo”, explica José Roberto Bottura, diretor do Comitê Técnico da União Brasileira de Avicultura (UBA) e diretor Científico da Associação Paulista de Avicultura (APA).

Nesse sentido, o MAPA e a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiram a venda desses chamados “ovos especiais”, com informações errôneas nas embalagens e deram um prazo de 30 dias para que as empresas produtoras desses ovos retirassem os produtos do mercado e alterassem os rótulos, tirando a informação de “colesterol reduzido”.

Segundo Bottura, o  MAPA e a UBA criaram Comissão de Técnicos para elaborar uma normatização das técnicas a serem aplicadas para se avaliar os valores nutritivos dos ovos. “Nós queremos preservar a imagem do ovo, que é um alimento muito rico e importante para a nutrição humana. Apenas queremos ajustar as técnicas laboratoriais para levar ao consumidor informações seguras e comprovadas”. O preço dos “ovos especiais”, em embalagens com 10 unidades, custa cerca de 50% a mais do que uma dúzia (12) de ovos convencionais, de acordo com a UBA.

Veja a íntegra desta reportagem na próxima edição da revista Avicultura Industrial (no. 1080).

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