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Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
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Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
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A chave para a mudança

Pesquisador da UFRJ desenvolve um método de análise financeira que permite ao suinocultor avaliar o custo real da transição do modelo de gestação tradicional para o de gestação coletiva a partir da avaliação dos dados de sua própria granja

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A chave para a mudança

.Em dissertação de mestrado realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o médico veterinário Paulo Arthur Mauro desenvolveu um modelo preliminar para auxiliar os produtores na avaliação dos resultados financeiros de granjas com sistemas de gaiolas de gestação tradicional e de gestação coletiva.

De simples aplicação, o método de análise “Fluxo de Caixa Descontado” permite ao produtor avaliar, objetivamente, o custo real da mudança entre os dois modelos e aferir o desempenho financeiro do sistema de gestação coletiva nas condições de sua granja. 

O estudo

Realizado no Instituto COPPEAD de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o estudo tem como pano de fundo o atual movimento vivido pela suinocultura global em direção ao aperfeiçoamento das condições de bem-estar animal. O foco principal esteve voltado aos sistemas de alojamento de matrizes na etapa de maternidade e procurou responder duas perguntas básicas a partir da realidade suinícola brasileira: se há pedágio financeiro para a produção com novos métodos que consideram o bem-estar animal e se a implantação do modelo de gestação coletiva gera algum impacto social.

Para ajudar na obtenção dessas respostas, o estudo teve como objetivo principal construir um modelo genérico para avaliação financeira que pudesse ser aplicado em qualquer granja de suínos. As indicações foram animadoras. O estudo não só construiu esse modelo como apontou resultados financeiros e sociais mais favoráveis para granjas com gestação coletiva, sinalizando vantagens competitivas sustentáveis para sistemas de criação que incorporam princípios de bem-estar animal. “É importante enfatizar a imparcialidade do estudo. Algumas pessoas me perguntaram se eu tinha intenção de defender o modelo de criação com bem-estar animal, contudo, este trabalho foi conduzido como minha dissertação para o mestrado e, por isto, foi feito da maneira mais isenta possível”, afirma Mauro.

Para garantir um caráter prático ao trabalho científico, a Fazenda Miunça, do suinocultor Rubens Valentini, localizada em Planaltina (DF), foi usada como base para o estudo de caso.

Uma das propriedades pioneiras na adoção do modelo de gestação coletiva, a Fazenda Miunça produz leitões para engorda e abate em outras unidades. Nela, há dois sítios de produção: o primeiro, mais antigo, chamado de Granja Miunça, que utiliza o sistema convencional de gestação com capacidade para 2.150 matrizes, e o segundo, chamado Granja ECO-BEA, em operação desde 2011, com capacidade para 1.350 matrizes e que emprega um modelo de gestação intermediário, no qual as matrizes passam os primeiros quarenta e dois dias de gestação em gaiolas e o restante em baias coletivas com alimentação individualizada por máquinas. “A Fazenda Miunça se enquadrou perfeitamente ao estudo, pois lá tínhamos acesso a duas granjas que operavam em modelos de maternidade diferentes, mas tinham as mesmas condições fitossanitárias”, observa Mauro.   

Modelo de análise financeira

Para análise financeira das duas granjas, o estudo desenvolveu um modelo genérico baseado no método do Fluxo de Caixa Descontado. Esse método consiste em determinar o valor de uma empresa pela projeção dos seus fluxos de caixa para todos os períodos de investimento e operação. A partir disto, é possível calcular o Valor Presente Líquido (VPL) da empresa, a Taxa Interna de Retorno (TIR) do investimento e o seu tempo de Payback Simples. “O VPL representa o valor monetário da empresa hoje, considerando a necessidade de capital investido e a incerteza existente nos fluxos de caixa futuros. Por isto, os valores futuros são descontados para valor atual a uma taxa de juros compatível com o risco do negócio”, explica Mauro. “A TIR pode ser entendida como a taxa de juros que o projeto rendera´ – caso o dinheiro seja investido. Ja´ o Payback Simples informa a quantidade de períodos necessários para que o capital investido seja recuperado, desconsiderando o valor do dinheiro no tempo”, completa. Segundo ele, as três medidas são complementares.

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