Maio: Controle do ambiente promove o bem-estar animal e aumenta a produção

A edição 312 da revista Suinocultura Industrial trouxe uma matéria sobre a impotência da ambiência da criação de suínos.
Embora seja uma ideia relativamente recente, que começou a penetrar no mercado há cerca de quinze anos, a importância de um ambiente controlado na produção de suínos está aos poucos se consolidando nas granjas de todo o país. Hoje, dificilmente um novo projeto de galpão sai do papel sem prever, ao menos, medidas de climatização que garantam o bem-estar do rebanho.
Não é uma questão única e exclusivamente de amor aos animais. Significa também dinheiro no bolso. Um ambiente agradável aos suínos melhora as taxas de parto e de leitões nascidos vivos; diminui o tempo de recuperação das fêmeas pós-desmame, fazendo com que voltem rápido à reprodução; e aumenta a taxa de conversão alimentar, acelerando o ganho de peso e diminuindo os gastos com ração, entre outros benefícios. Ou seja, há uma relação direta com a sustentabilidade financeira do negócio.
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“O que a gente pode garantir, com toda certeza, é que uma granja climatizada produz muito mais”, assegura o professor Iran Oliveira, coordenador do Núcleo de Pesquisa em Ambiência da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), de Piracicaba.
“As pessoas estão percebendo que os animais são seres sencientes, sentem frio e calor, e que isso afeta a produção e a reprodução deles”, explica. “Por exemplo, animais que estão em estresse térmico ficam apáticos e, por isso, comem menos. É a mesma coisa com a gente. No verão, ninguém fica comendo muita feijoada”, brinca.
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